Capital tem caso suspeito de hantavirose sob investigação

Foto: Divulgação
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Doença transmitida por roedores pode causar complicações respiratórias graves; Estado registrou sete casos confirmados entre 2015 e 2026

Nesta terça-feira (12), foi confirmado que Campo Grande possui um caso suspeito de hantavirose. O caso é o primeiro do ano em investigação até o momento em Mato Grosso do Sul.

Segundo a Nota da SES (Secretaria de Estado de Saúde), o caso deu entrada como diagnóstico diferencial. O prazo para encerramento da investigação e conclusão é de até 60 dias.

A OMS (Organização Mundial da Saúde), que também monitora o avanço da doença mundialmente, afirmou que o risco de surto global é baixo. Os casos da doenças foram alertados, após a confirmação de casos de hantavírus ligados a um navio de cruzeiro que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde. A Organização confirma 11 casos confirmados ligados ao navio que acendeu um alerta munidal.

Sintomas

A hantavirose é uma zoonose transmitida por hantavírus, geralmente associada ao contato com roedores silvestres infectados. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas presentes na urina, fezes e saliva desses animais.

De acordo com a SES, a doença pode variar de quadros febris inespecíficos até manifestações graves com comprometimento pulmonar e cardiovascular.

Entre os principais sintomas estão febre, dores musculares, dor lombar, dor abdominal, cansaço intenso, forte dor de cabeça, náuseas, vômitos e diarreia. A nota alerta ainda que o aparecimento de tosse seca pode indicar agravamento do quadro clínico, com evolução para dificuldade respiratória, queda da oxigenação, acúmulo de líquido nos pulmões e risco de choque e óbito.

A secretaria destaca que trabalhadores rurais e pessoas que realizam limpeza de galpões, silos, depósitos e locais fechados estão entre os grupos mais expostos à doença.

Cuidados

Como medidas de prevenção, a SES orienta evitar o acúmulo de lixo e entulhos, manter alimentos armazenados em recipientes fechados, vedar frestas em residências e depósitos e realizar limpeza de ambientes fechados somente após ventilação mínima de 30 minutos. A recomendação é não varrer locais com sinais de roedores secos, evitando levantar poeira contaminada, além do uso de equipamentos de proteção individual, como máscaras PFF3, luvas e óculos de proteção.

Casos Registrados

Dados da SES-MS apontam que, entre 2015 e 2026, Mato Grosso do Sul registrou 107 notificações suspeitas de hantavirose. Destas, apenas sete foram confirmadas, sendo três em Campo Grande e quatro em Corumbá. O último caso confirmado no estado ocorreu em 2019.

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