Campo Grande registra média de quatro atendimentos diários por agressões de cães

Foto: Freepik
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Criança de 3 anos foi atacada na última semana por pitbulls na região do Nova Lima

Campo Grande contabilizou cerca de 1.701 atendimentos antirrábicos humanos provocados por agressões de cães entre janeiro e maio deste ano, segundo dados enviados pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). Com este número é possível estimar que a Capital registra uma média de mais de 11 ocorrências por dia, das quais 655 envolveram animais soltos em vias públicas.

Os dados ganham ainda mais relevância após o ataque sofrido por uma criança de 3 anos na noite da última quinta-feira (11), na região do bairro Nova Lima. A vítima foi atacada por dois cães da raça pitbull e precisou ser internada na Santa Casa de Campo Grande.

Imagens de câmeras de segurança ganharam repercussão nas redes sociais e mostram o momento em que a criança se aproxima da grade de uma conveniência e é surpreendida pelos animais. De acordo com o boletim de ocorrência, os cães teriam escapado de uma residência vizinha quando a tutora abriu o portão da casa.

Após ser socorrida por moradores, a criança foi levada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Nova Bahia. Ela apresentava ferimentos em diversas partes do corpo, incluindo braço, rosto, costas e ombro, e chegou a perder a consciência duas vezes durante o atendimento médico.

Em razão da gravidade das lesões, a vítima foi transferida para a Santa Casa, onde permanece internada. Conforme informações da polícia, seu estado de saúde é estável e não há risco de morte.

A dona dos cães foi ouvida na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol. O caso foi registrado como omissão de cautela na guarda ou condução de animais e lesão corporal culposa.

Vale destacar, que a Sesau esclarece que os 1.701 atendimentos antirrábicos registrados neste ano não correspondem necessariamente a ataques graves, mas incluem mordeduras, arranhaduras, escoriações e outras exposições com potencial risco de transmissão da raiva. Ainda assim, os números evidenciam a frequência de ocorrências envolvendo cães na Capital e reforçam o debate sobre a responsabilidade na guarda dos animais.

 

Michelly Perez

 

 

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