Defesa de Bolsonaro pede ao STF autorização para cirurgia no ombro direito

Foto: reprodução/redes sociais
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou, nessa terça-feira (21), um pedido junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) para autorizar a realização de uma cirurgia no ombro direito. A solicitação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes.

De acordo com os advogados, Bolsonaro apresenta dores persistentes e limitação de movimentos, mesmo após tratamento com medicamentos e sessões de fisioterapia. Exames médicos identificaram lesões na região, e a indicação clínica é de intervenção cirúrgica para correção do problema.

No documento enviado ao STF, a defesa argumenta que o procedimento é necessário para preservar a funcionalidade do membro e garantir melhor qualidade de vida ao ex-presidente. Os advogados pedem autorização para que a cirurgia seja realizada nos dias 24 ou 25 de abril, incluindo todas as etapas do tratamento, como exames preparatórios, internação, cirurgia, pós-operatório e reabilitação.

Além disso, a defesa solicita que o pedido seja analisado com urgência, considerando o quadro de saúde apresentado.

Boletim médico reforça necessidade do procedimento

Um boletim médico encaminhado anteriormente ao STF, no dia 17 de abril, já apontava que Bolsonaro estava apto para a cirurgia. O relatório indicava que ele vinha sofrendo com dores constantes no ombro direito, fazendo uso diário de analgésicos e realizando fisioterapia na tentativa de recuperar a mobilidade.

Segundo o documento, o ex-presidente apresentou episódios de dor e fadiga durante as sessões, o que levou à interrupção temporária de um dos atendimentos. Apesar disso, ele voltou a realizar atividades leves posteriormente, com melhora parcial na tolerância ao esforço.

Ainda conforme o médico responsável, o tratamento conservador não apresentou a resposta esperada, o que levou à recomendação cirúrgica.

Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, a equipe médica deve encaminhar relatórios semanais sobre o estado de saúde do ex-presidente. Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por 90 dias desde o dia 27 de março.

 

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