Ciro deve recusar disputa presidencial e focar corrida ao governo do Ceará; Moro lidera no Paraná

Foto: Divulgação/PSDB e Agência Senado
Foto: Divulgação/PSDB e Agência Senado

O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes deve recusar o convite do Partido da Social Democracia Brasileira para disputar a Presidência da República em 2026 e concentrar seus esforços na corrida pelo governo do Ceará. A informação foi divulgada pelo G1 e confirmada pelo SBT News. O anúncio oficial da decisão deve ocorrer no próximo sábado (16).

O convite para que Ciro concorresse ao Palácio do Planalto partiu do deputado federal Aécio Neves, presidente nacional do PSDB. Ao SBT News, o parlamentar afirmou que ainda não foi comunicado formalmente, mas reconheceu que a possibilidade de recusa já era considerada internamente.

Segundo apuração da reportagem, a decisão de Ciro está ligada ao cenário político favorável no Ceará. Pesquisas internas indicam que o ex-governador lidera com vantagem a disputa contra o atual governador Elmano de Freitas, do PT, com quem rompeu politicamente nos últimos anos.

A disputa estadual também envolve antigos aliados de Ciro, como o senador Cid Gomes e o ex-governador e atual ministro da Educação Camilo Santana. Nos bastidores, Camilo ainda é apontado como possível alternativa ao Palácio da Abolição caso Elmano não consiga fortalecer sua candidatura nos próximos meses.

O cenário é visto como uma disputa direta por hegemonia política no Ceará, além de representar uma tentativa de retomada de protagonismo de Ciro em seu estado natal.

No plano nacional, o ex-ministro chega desgastado após o desempenho nas eleições presidenciais de 2022, quando obteve apenas 3,04% dos votos válidos, ficando atrás de Simone Tebet. Em 2018, seu melhor resultado em disputas presidenciais, Ciro alcançou 12,5% dos votos.

Ao comentar o convite do PSDB em abril, Ciro reconheceu o desgaste acumulado após quatro campanhas presidenciais consecutivas.

“Eu não sei o que resta de lembrança no povo brasileiro da minha caminhada já de quatro eleições. Mas a minha angústia com o Brasil não me permite descartar pura e simplesmente [a possibilidade de ser candidato]. E o meu respeito e os meus deveres com o Ceará também não me permitem aceitar prontamente o desafio”, afirmou à época.

Moro lidera disputa pelo governo do Paraná

Enquanto isso, no Paraná, o senador Sergio Moro aparece na liderança da corrida pelo governo estadual, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (11) pelo instituto Paraná Pesquisas.

No primeiro cenário apresentado, Moro soma 42,6% das intenções de voto, seguido pelo deputado estadual Requião Filho, com 19,7%, e pelo ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, que aparece com 16,3%.

O deputado federal Sandro Alex registra 8,6% das intenções de voto.

Em um cenário sem Rafael Greca, Moro sobe para 49,2%, enquanto Requião Filho marca 23,7% e Sandro Alex aparece com 11%. Considerando apenas os votos válidos, o ex-juiz federal ultrapassaria os 50% e poderia vencer a eleição em primeiro turno.

A pesquisa também mediu a rejeição dos pré-candidatos. Requião Filho lidera nesse quesito, com 33,7%, seguido por Sergio Moro, com 25,1%. Rafael Greca aparece com 13,7%.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 57 municípios paranaenses entre os dias 8 e 10 de maio. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é PR-00323/2026.

Disputa ao Senado segue acirrada

Na corrida pelas duas vagas ao Senado no Paraná, o ex-governador Alvaro Dias lidera com 39,3% das intenções de voto.

Na sequência aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro: Deltan Dallagnol, com 26,1%; Gleisi Hoffmann, com 25,2%; Filipe Barros, com 23,6%; e Alexandre Curi, com 22,4%.

A jornalista Cristina Graeml aparece com 14,5%.

Sem a presença de Alvaro Dias no cenário, Barros, Dallagnol, Gleisi e Curi ficam empatados tecnicamente na disputa pelas duas cadeiras ao Senado.

Apesar do desempenho nas pesquisas, Deltan Dallagnol segue inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral. O ex-procurador perdeu o mandato de deputado federal em 2023 após ter o registro cassado pela Justiça Eleitoral.

 

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