Dança toma conta de Campo Grande! A Capital sedia a 10ª edição do Prêmio Onça Pintada de Dança

Foto: Reprodução
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Começam nesta quinta-feira (4) as apresentações da 10.ª edição do Prêmio Onça Pintada – Mostra Internacional de Dança do Mato Grosso do Sul, que transforma Campo Grande em palco, promovendo o intercâmbio cultural entre diversos estilos de dança, com oportunidade para bailarinos do Estado, de diversas partes do país e até mesmo internacionais, mostrarem seu talento, dedicação e amor pela dança, no festival considerado como um dos principais eventos de dança da região Centro-Oeste.

Idealizado e coordenado por Neide Garrido, o evento chega à sua 10ª edição, reunindo bailarinos, grupos, companhias, diretores e coreógrafos de diversas regiões do Brasil e países vizinhos, promovendo intercâmbio artístico e cultural por meio da dança.

Mais de 50 anos na dança

O festival nasceu em 2012, como uma homenagem à fauna sul-mato-grossense, inspirado na força, na garra, vigor, determinação e beleza da onça-pintada, um resgate das heranças culturais sul-mato-grossenses, influenciados pela vinda de povos de diversas origens e regiões, como japoneses, árabes, paraguaios, gaúchos, e outros, bem como a cultura e costumes indígenas.

Natural do Rio Grande do Sul, mas sul-mato-grossense de coração e alma, Neide iniciou a carreira em MS em 1975, focada no ensino da dança. “Me dediquei desde o começo à produção de eventos artísticos, tanto que os primeiros festivais de dança que aconteceram em Campo Grande foram produzidos pela minha escola, a Isadora Duncan. Até hoje, com 50 anos de trajetória, estou agora com essa produção de grande relevância para o Estado e para o país inteiro”, contou em entrevista ao jornal O Estado.

Segundo a artista, a ideia para a mostra era beneficiar e promover os artistas da dança, proporcionando principalmente a realização de apresentações de qualidade. “Todo artista, independentemente da área em que atua, tem esse ego aflorado, o desejo de mostrar os seus trabalhos para um público, de sentir que seu trabalho é valorizado. Desde a sua primeira edição, acontece assim, e tem dado muito certo. Os participantes ficam bastante satisfeitos em se apresentarem de uma forma em que sabem que seu trabalho será valorizado, já que o festival tem uma banca de analistas, que faz o mesmo tipo de avaliação, tanto para a mostra quanto para o prêmio: comentários, notas, sugestões. sempre pensando em que aquele artista possa evoluir em todos os sentidos, dentro do seu foco da dança”, explicou.

Participam representantes de cidades de Mato Grosso do Sul, como Campo Grande, Dourados, Corumbá, Aquidauana, Três Lagoas, Nova Andradina, Maracaju, Sidrolândia e Ponta Porã, além de grupos do Paraguai, Argentina, Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Distrito Federal.

Para Neide, o festival se destaca por seu compromisso contínuo com a inovação e a valorização artística dos participantes. “Nosso propósito vai além da competição; buscamos criar experiências que incentivem a criatividade, o envolvimento e o crescimento dos artistas”, afirma.

O festival contempla Mostra Competitiva e Mostra Paralela, valorizando tanto a excelência técnica quanto a diversidade artística. As apresentações incluem Ballet Clássico de Repertório, Neoclássico, Dança Contemporânea, Jazz, Estilo Livre, Danças Urbanas e Danças Populares.

Reconhecer e enaltecer

Além das categorias tradicionais como Infantil, Juvenil, Júnior e Adulto, a novidade deste ano é a categoria 40+, criada para valorizar artistas acima dos 40 anos, que continuam atuando na dança. As coreografias poderão ser apresentadas em conjuntos, solos, duos e trios.

Os trabalhos serão avaliados por uma banca formada por mestres e professores de destaque nacional, com critérios de técnica, interpretação artística e impacto coreográfico. Os jurados também enviarão comentários em áudio em tempo real aos diretores dos grupos participantes, fortalecendo o caráter formativo do festival.

A Banca dos Jurados será composta por professores de alta representatividade no cenário da Dança nacional: Adriana Assaf, Gustavo Lopes e Cristina Cará, de São Paulo, Gabriel Gomes, do Rio de Janeiro e Denise Sequeira, do Paraná.

Além das apresentações, o evento promove cursos, vivências e master classes para bailarinos, professores, diretores e coreógrafos. Nesta edição, o festival amplia seu compromisso social com a oficina inclusiva “Movimento sem Barreiras – Dança como Inclusão”, voltada para pessoas com comprometimentos físicos e intelectuais, além de professores, monitores e famílias atípicas.

Mais do que um festival, o Prêmio Onça Pintada da Dança MS se consolida como um espaço de encontro entre culturas, gerações e histórias, celebrando a dança como expressão de arte, emoção e transformação social.

“A dança, a vivência dela no nosso Estado, há muito tempo já se firmou e se consolidou. Nos temos hoje uma abundância de talentos, de artistas realmente vocacionados, que até já deixaram o nosso Estado para seguir uma carreira internacional, uma carreira mais privilegiada, em outros centros do país. Temos um celeiro enorme de talentos, criadores, produtores”, ressaltou Garrido.

Programação

Quinta-feira (4) – 15h:

Dança Contemporânea, Danças Urbanas, Jazz e Estilo Livre, categorias júnior e adulto;

Sexta-feira (5) – 15h:

Ballet Clássico de Repertório, Neoclássico e Clássico Livre, categorias júnior e adulto;

Sábado (6) – 15h:

Danças Populares, categoria junior e adulto e todas as modalidades, do infantil ao 40+;

Domingo (7) – 9h:

Gala dos Premiados

O início das apresentações ocorre sempre às 15h, dividido em duas sessões, com término previsto às 22h.

Oficinas e masterclass

O Festival oferece palestras, vivências, cursos de aprimoramento para diretores, professores, coreógrafos e bailarinos com os renomados professores que fazem parte do corpo de Jurados do Evento.

Oficinas:

* Oficina de Dança Inclusiva Prática e Teórica Movimento sem Barreiras: A Dança como Inclusão” – gratuita, para pessoas com deficiência, professores e monitores interessados. Será realizada no dia 4 de junho, das 10h às 12h, no Duo Escola de Dança, na Rua da Paz, 693, Jardim dos Estados.

Masterclasses:

O festival abre inscrições para diversas aulas especiais, com os jurados convidados, realizadas no contraturno das apresentações. Mais informações e inscrições podem ser realizadas por meio do link do perfil oficial da página no Instagram, @premiooncapintadams

Serviço: O Prêmio Onça Pintada – 10ª Festival Internacional de Dança do Mato Grosso do Sul começa na quinta-feira (4), no Teatro Glauce Rocha, em Campo Grande. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla.

 

Por Carolina Rampi

 

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