A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta quarta-feira (10) a Operação Escudo de São Miguel IV, em Três Lagoas, com o objetivo de identificar e prender suspeitos envolvidos em crimes de abuso sexual infantojuvenil praticados por meio da internet. A ação faz parte de um conjunto de medidas voltadas ao combate da exploração e da violência sexual contra crianças e adolescentes no ambiente digital.
As investigações tiveram início após a identificação de um suspeito que estaria armazenando e compartilhando imagens e vídeos contendo registros de abuso sexual de crianças e adolescentes em dispositivos eletrônicos. A partir das informações levantadas, a Polícia Federal desenvolveu diligências para apurar a extensão da atividade criminosa e localizar os envolvidos.
Segundo a corporação, a operação integra esforços permanentes de enfrentamento aos crimes cibernéticos que atingem o público infantojuvenil. A PF destaca que a produção, o armazenamento, o compartilhamento e a comercialização desse tipo de material configuram crimes graves previstos na legislação brasileira e são tratados com prioridade pelas autoridades de investigação.
A Polícia Federal também ressaltou que, embora o termo “pornografia infantil” ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), organismos internacionais e especialistas têm adotado preferencialmente as expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”. A mudança busca evidenciar a gravidade das violações e evitar interpretações que minimizem a violência sofrida pelas vítimas.
Além da repressão aos crimes, a PF reforçou a importância da prevenção. A orientação é que pais e responsáveis acompanhem a utilização da internet por crianças e adolescentes, mantenham diálogo constante sobre segurança digital e incentivem a comunicação de situações suspeitas. Segundo a corporação, a participação da família é fundamental para reduzir riscos e fortalecer a proteção de possíveis vítimas no ambiente virtual.
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