O Governo de Mato Grosso do Sul reconheceu oficialmente a situação de emergência em parte da zona rural de Anaurilândia, município localizado a 377 quilômetros de Campo Grande, no sudeste do Estado, após os danos causados por fortes chuvas que atingiram a região nas últimas semanas.
A medida foi publicada nesta terça-feira (2), por meio do Decreto “E” nº 43, de 1º de junho de 2026, e confirma o decreto municipal emitido pela prefeitura em 18 de maio. Com o reconhecimento estadual, ficam autorizadas ações emergenciais para atendimento da população afetada, recuperação de áreas atingidas e reconstrução da infraestrutura danificada.
Segundo a administração municipal, o volume acumulado de chuva ultrapassou 250 milímetros em diferentes pontos do município, provocando prejuízos significativos principalmente nas estradas vicinais e em estruturas de acesso da área rural.
Um dos danos mais graves foi registrado na região da Cabeceira da Araçatuba, onde a ponte sobre o Córrego Quiteroizinho precisou ser interditada no dia 17 de maio devido ao risco de desmoronamento. Após avaliações técnicas, a estrutura foi considerada perdida e deverá ser substituída por uma nova ponte de concreto.
Os temporais também comprometeram diversas estradas rurais e afetaram a mobilidade de moradores do Assentamento Esperança. Com os acessos prejudicados, a população passou a utilizar trajetos alternativos mais longos para chegar a escolas, serviços essenciais e locais de trabalho. Apesar das dificuldades, não houve registro de comunidades isoladas.
De acordo com a prefeitura, equipes da Defesa Civil Estadual já atuam na região. Um relatório técnico foi elaborado para levantar os danos e orientar as medidas necessárias para a recuperação das áreas atingidas.
As ações de apoio serão coordenadas pela CEPDEC/MS (Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil), que acompanhará os trabalhos de resposta e reconstrução.
O decreto assinado pelo governador Eduardo Riedel também autoriza a mobilização de órgãos estaduais para atendimento da emergência. Além disso, a medida permite a adoção de procedimentos especiais, como a dispensa de licitação para obras e serviços essenciais à recuperação dos danos, além da utilização de propriedades particulares em situações de risco, conforme prevê a legislação.
A prioridade inicial das ações será a recuperação dos acessos rurais, com foco na reconstrução de pontes e na restauração das estradas afetadas, consideradas fundamentais para garantir o deslocamento dos moradores e o escoamento da produção agrícola da região.
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