Prefeitura exonera alvos da operação “Buracos sem Fim”

Divulgação MPMS
Divulgação MPMS

Exonerações foram publicadas em edição extra do Diogrande após operação contra supostas fraudes na Sisep

A Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio de edição extra do Diogrande, exonerou, na tarde desta terça-feira (12), os alvos da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande)  na operação “Buracos Sem Fim”.

Operação, deflagrada na manhã de hoje, culminou na prisão de Mehdi Talayeh e Edivaldo Aquino, gestor de projetos, responsável pelo tapa-buracos. Ambos atuavam na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande (Sisep).

Por meio de nota, o Executivo Municipal informou que a investigação na pasta ocorre em contratos firmados em 2017, portanto, na gestão anterior.

Confira:

“Sobre a ação do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) nesta terça-feira, na Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), esclarecemos que se refere a contratos de manutenção de vias pavimentadas firmados desde 2017, em gestão passada.

A Sisep acompanha os trabalhos do Gecoc, de modo a colaborar com a lisura, transparência e esclarecimento dos fatos. Os servidores investigados estão sendo exonerados das funções a partir da data de hoje para que apresentem suas defesas.

Outras medidas que se fizerem necessárias serão adotadas no âmbito administrativo, para que os serviços de manutenção não sejam paralisados ou comprometidos em função dos acontecimentos”.

Operação

A operação “Buracos Sem Fim”, deflagrada nesta terça-feira (12) com ação do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), apreendeu R$ 429 mil em dinheiro vivo durante o cumprimento de mandados em Campo Grande. A investigação apura supostas fraudes em contratos da Sisep.

Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), foram encontrados R$ 186 mil na casa de um servidor e outros R$ 233 mil no imóvel de outro investigado.

A operação cumpre sete mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão na Capital. A ação ocorreu em conjunto com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

De acordo com a investigação, uma organização criminosa atuava de forma sistemática na fraude de serviços de manutenção de vias públicas, manipulando medições e realizando pagamentos indevidos.

O Gecoc afirma que as provas apontam pagamentos por serviços que não teriam sido executados integralmente, permitindo desvios de recursos públicos, enriquecimento ilícito dos envolvidos e prejuízos à qualidade do asfalto em Campo Grande.

Ainda conforme o levantamento, entre 2018 e 2025, a empresa investigada firmou contratos e aditivos que somam mais de R$ 113,7 milhões.

Entre os presos está o ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, que comandou a Sisep entre 2017 e 2023.

Outra operação

O ex-secretário de Obras Rudi Fiorese, que atualmente comanda a Agesul, e Mehdi Talayeh, em 2023 também foram alvos da operação “Cascalhos de Areia”.

Deflagrada em junho de 2023 pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a operação cumpriu 19 mandados de busca e apreensão.

Segundo a denúncia, resultado da operação “Cascalhos de Areia”, as empresas agiam em conluio para simular concorrência em licitações, participando de um esquema de rodízio. As investigações apontam que funcionários das empresas e o sócio de uma delas atuavam de forma coordenada para pagar propina a servidores públicos da Sisep.


 

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