Campo Grande está entre as capitais brasileiras que apresentaram aumento nos casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) entre idosos, segundo o novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz. A capital sul-mato-grossense aparece ao lado de Maceió e Palmas como exceção no cenário nacional, já que, na maior parte do país, o aumento das internações por síndromes respiratórias tem ocorrido principalmente entre crianças menores de 2 anos.
O boletim também coloca Mato Grosso do Sul entre os estados com crescimento de casos associados tanto ao VSR (Vírus Sincicial Respiratório) quanto à influenza A. A análise considera a semana epidemiológica 17, entre os dias 20 e 26 de abril. Segundo a Fiocruz, o avanço das ocorrências acompanha o período de maior circulação de vírus respiratórios no país. Enquanto a influenza A tem registrado aumento nas regiões Centro-Sul, Norte e Nordeste, o VSR segue em alta na maior parte do território nacional, especialmente entre crianças pequenas.
Os pesquisadores do InfoGripe destacaram que a influenza A tem atingido principalmente jovens, adultos e idosos, enquanto o VSR permanece como a principal causa de hospitalizações por SRAG em crianças de até 2 anos. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, 39,2% dos casos positivos para vírus respiratórios foram provocados pela influenza A. O VSR respondeu por 29,1% das confirmações, seguido pelo rinovírus, com 20,7%, e pela Covid-19, com 3,9%.
O levantamento aponta ainda que o Brasil registrou 45.228 casos de SRAG em 2026. Desse total, 42,7% tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Entre os diagnósticos positivos, 26,7% foram de influenza A e 24,3% de VSR. Entre os óbitos com resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios, a influenza A concentrou 74,5% dos registros no período analisado.

Foto: divulgação/Fiocruz
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