“Ele quis sair para o cargo e o partido achou que fosse um bom nome”, disse o presidente da legenda
O presidente do diretório estadual do Novo, Guto Scarpanti, confirmou ao Jornal O Estado que Roberto Oshiro, advogado e empresário, é pré-candidato ao Senado pelo partido. Oshiro vem para formar chapa com João Henrique Catan, pré-candidato ao governo estadual pelo Novo.
Roberto atualmente é também membro do CACB (Comitê Jurídico da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil) e primeiro-secretário da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande).
Sobre as conversas para o cargo, Guto explica que “não teve negociações”. “Ele quis sair para o cargo e o partido achou que fosse um bom nome”, respondeu ao Jornal O Estado.
Em 2022, Roberto disputou junto de Rose Modesto (União) para a prefeitura de Campo Grande e concorreu como vice da candidata. Ele foi escolhido entre as cinco opções para o cargo de Rose, entre eles estavam o então reitor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) Marcelo Turine, o então vereador Coronel Villasanti (União), e os vereadores Veterinário Francisco (União) e Dr. Lívio (União).
O pré-candidato é formado em direito e pós-graduado em Direito Tributário, além de ser especialista em Direito Imobiliário, Empresarial, Planejamento Tributário, Sucessório, Societário e Proteção Patrimonial. Roberto conta com experiência em estruturação de holdings empresariais, assessoria legislativa e parlamentar, relações governamentais. Há cerca de 20 anos é membro titular da Junta de Recursos Fiscais, órgão que julga os processos administrativos e tributários de Campo Grande.
Planos eleitorais
O Novo planeja lançar dois candidatos a Casa Alta, buscando fechar os dois votos a senador que o eleitor sul-mato-grossense dará este ano. Além de Oshiro, o Novo ainda negocia com mais dois nomes para a disputa, mas que não antecipará o anúncio. “Nossa analise é sempre pelo nome mais alinhado aos princípios do partido”.
A sigla deve lançar uma chapa pura para concorrer no pleito de 2026, como já foi relevado pelo Jornal O Estado anteriormente. “A gente sempre está aberto à possibilidade de coligação. Mas hoje eu não vejo nenhum nome de outro partido que possa vir a somar com a gente, porque a grande maioria dos partidos está no projeto do Reinaldo e do Riedel. O que sobra são partidos que não têm muito o que agregar”, afirmou Catan.
Anteriormente a legenda havia convidado o deputado federal, Marcos Pollon (PL), que planejava embarcar uma candidatura ao Governo do Estado, mas teve os planos ofuscados pelo PL. Também houve diálogo com a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), para concorrer ao Senado, mas não prosperou.
Por Lucas Artur
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