A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande confirmou, por meio do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), mais dois casos de raiva em morcegos nessa quinta-feira (23), em Campo Grande. Os animais foram encontrados nas regiões do Centro e do bairro São Francisco, após moradores acionarem o serviço ao perceberem comportamento anormal.
Com os novos registros, o município chega a oito casos positivos da doença em 2026. Até o dia 23 de abril, 502 morcegos foram recolhidos em situações consideradas suspeitas e encaminhados para análise.
Segundo o CCZ, todos os animais coletados apresentavam sinais fora do padrão, como dificuldade de voo ou permanência no chão. As equipes atuam apenas no recolhimento de morcegos encontrados caídos, vivos ou mortos, ou que tenham invadido residências.
O órgão ressalta que não realiza controle populacional desses animais, já que a maioria não está infectada e não representa risco quando permanece em abrigos durante o dia ou em atividade normal ao anoitecer.
De acordo com a secretaria, o aumento no número de casos confirmados está relacionado à maior procura pelo serviço por parte da população. Com mais recolhimentos e exames, cresce também a identificação de resultados positivos.
A orientação é clara: não tocar em morcegos em nenhuma circunstância. Ao encontrar um animal no chão, a recomendação é isolá-lo com baldes ou caixas, manter distância de cães e gatos e acionar o CCZ para o recolhimento adequado.
A vacinação anual de animais domésticos segue como a principal medida de prevenção. A imunização protege cães e gatos contra a doença, especialmente em casos de contato com morcegos infectados.
Quando um exame confirma resultado positivo, o CCZ comunica o solicitante e inicia os protocolos de saúde. Caso não haja exposição, o teste é considerado negativo. As amostras são encaminhadas para a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal, e os resultados costumam sair em até dez dias úteis.
Mesmo antes da confirmação laboratorial, as orientações preventivas são repassadas no momento do atendimento, sem necessidade de aguardar o laudo.
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