Operação mira tráfico interestadual e bloqueia R$ 61 milhões de grupo que usava empresas de fachada

foto: divulgação/PF
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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Luxury, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida no tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram bloqueados cerca de R$ 61 milhões em bens do grupo.

A ação, coordenada pela Polícia Federal do Brasil, cumpre 66 ordens judiciais em três estados: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo. São 22 mandados de prisão preventiva, 5 de prisão temporária e 39 de busca e apreensão.

Os alvos estão concentrados nas cidades de Uberlândia e Uberaba, além de municípios de Mato Grosso do Sul, como Campo Grande, Dourados, Ribas do Rio Pardo e Vista Alegre.

Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro de bens da organização, estratégia que busca enfraquecer financeiramente o grupo e interromper suas atividades ilícitas.

Esquema estruturado e lavagem de dinheiro

Segundo as investigações, o grupo atuava de forma organizada no tráfico de drogas entre regiões do Centro-Oeste e Sudeste, utilizando empresas de fachada e terceiros para ocultar e movimentar recursos ilícitos — prática que caracteriza lavagem de dinheiro.

A quadrilha operava há pelo menos um ano e meio e utilizava a chamada “rota caipira”, considerada estratégica para o transporte de drogas entre estados.

Para evitar a fiscalização, os criminosos utilizavam comboios com veículos carregados e carros “batedores”, além de tecnologia avançada, como internet via satélite, que permitia comunicação em áreas rurais. As viagens eram realizadas, em sua maioria, durante a noite, por estradas vicinais e com uso de placas clonadas.

Estrutura da organização

De acordo com a Polícia Federal, o núcleo central da organização estava em Uberlândia, onde ficavam integrantes ligados à chefia e à movimentação financeira. Já em Uberaba atuava o grupo responsável pelo transporte da droga, incluindo motoristas e batedores.

Mato Grosso do Sul era apontado como ponto de origem dos entorpecentes, que eram posteriormente distribuídos para o Triângulo Mineiro e outras regiões. Dois dos principais investigados teriam se mudado recentemente para São Paulo após venderem um imóvel em condomínio de luxo.

Investigação começou com apreensão de 1,1 tonelada

A operação teve início após uma apreensão realizada em abril de 2025, na cidade de Frutal. Na ocasião, a Polícia Rodoviária Federal interceptou uma caminhonete carregada com cerca de 1,1 tonelada de maconha na BR-364.

O motorista desobedeceu ordem de parada, tentou fugir e acabou capotando o veículo. Ele foi socorrido com ferimentos leves e preso em flagrante. A droga estava dividida em centenas de tabletes.

Com o avanço das investigações, o volume total de entorpecentes apreendidos chegou a 5,9 toneladas em diferentes municípios.

A operação mobiliza cerca de 160 policiais e segue em andamento. A FICCO reúne forças estaduais e federais, incluindo polícias Militar, Civil e Penal, além da Secretaria Nacional de Políticas Penais.

 

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