PF mira contrabando de canetas emagrecedoras e cumpre mandado em prédio na Avenida Afonso Pena

Foto: reprodução/imagem ilustrativa
Foto: reprodução/imagem ilustrativa

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (7), a segunda fase da Operação Emagrecimento Seguro, que investiga o contrabando de canetas emagrecedoras introduzidas ilegalmente no Brasil. A ofensiva tem como foco crimes fazendários relacionados à comercialização irregular de produtos farmacêuticos.

Em Campo Grande, policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão em um prédio comercial localizado na Avenida Afonso Pena, quase esquina com a Rua Professor Luiz Alexandre de Oliveira. O edifício abriga clínicas e escritórios. A equipe deixou o local por volta das 7h10.

Segundo a investigação, o esquema envolve a venda de medicamentos utilizados no controle do diabetes e no emagrecimento, que estariam sendo trazidos de forma ilícita para o país. Os produtos seriam comercializados sem autorização e fora dos canais regulares de distribuição.

A operação tem alcance nacional e ocorre simultaneamente em Mato Grosso do Sul e em outros 11 estados: Acre, Espírito Santo, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.

Primeira fase

A primeira fase da Operação Emagrecimento Seguro foi realizada em 3 de fevereiro deste ano, quando equipes da Polícia Federal cumpriram mandados em duas residências em Campo Grande.

Em um dos endereços, os policiais apreenderam o celular de uma mulher alvo da investigação. Durante a ação, o marido dela acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

Mercado ilegal

De acordo com as investigações, a forte demanda por medicamentos associados à perda de peso tem alimentado um mercado clandestino na Capital. A proximidade com o Paraguai favorece o contrabando dos produtos, que são comprados em caixas no país vizinho e revendidos no Brasil — muitas vezes até em doses fracionadas.

A Polícia Federal apura a extensão do esquema e a possível participação de outros envolvidos na rede de comercialização ilegal dos medicamentos.

 

Confira as redes sociais do Estado Online no Facebook Instagram

 

Leia mais

Mulher dada como desaparecida desde 2019 é localizada após denúncia de violência doméstica em Corumbá

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *