Motim é registrado no Presídio Feminino Irmã Irma Zorzi e duas internas são autuadas em Campo Grande

Foto: reprodução/Agepen
Foto: reprodução/Agepen

Duas internas iniciaram um motim na tarde de quinta-feira (27) no Presídio Feminino Irmã Irma Zorzi, localizado no Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. A situação começou por volta das 15h30, mobilizou equipes de apoio e foi controlada às 18h. Ao final, duas detentas foram autuadas e algumas custodiadas transferidas de pavilhão.

De acordo com o registro da ocorrência, a confusão teve início na cela 5, quando uma das internas passou a xingar e ameaçar policiais penais de plantão. Conforme descrito no boletim, ela proferiu frases de ameaça e ofensas pessoais contra as servidoras, além de chutar a porta de aço da cela e incentivar outras presas a fazer o mesmo.

Ainda segundo o relato das policiais, a detenta conseguiu abrir o ferrolho da cela e saiu para o corredor, onde continuou a incitar as demais custodiadas. Na cela 10, uma segunda interna também passou a liderar as presas, que chutaram a porta e tentaram forçar a tranca por uma abertura de acesso ao mecanismo.

Diante da situação, as servidoras acionaram reforço da sede administrativa e do Cope (Comando de Operações Penais). A equipe ordenou que as internas retornassem às celas e cessassem as incitações, mas a primeira envolvida teria desobedecido às ordens e investido contra os policiais.

Para conter o tumulto, os agentes utilizaram força física moderada, spray de pimenta e efetuaram um disparo com munição de borracha calibre 12, sem atingir ninguém. Após a intervenção, a interna apontada como responsável por iniciar o motim foi isolada na cela 1. Vídeo anexado à ocorrência mostra a detenta de frente para a parede, batendo a cabeça contra a estrutura.

Durante a agitação, as internas se despiram e permaneceram apenas de short e top. Segundo as policiais penais, a atitude teria como objetivo dificultar a entrada de servidores homens no pavilhão. O boletim aponta que ao menos 58 presas das celas 5 e 10 participaram das ofensas e do tumulto.

Conforme o registro, a jovem apresentou escoriações decorrentes da resistência e também das pancadas contra a parede. Para as duas envolvidas, foi expedida requisição de exame de corpo de delito. Ambas permaneceram custodiadas na unidade e não foram apresentadas no plantão policial.

As policiais foram informadas sobre o prazo de seis meses para representação criminal no caso de ameaça, mas optaram por não formalizar a queixa.

Procurada, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou que a situação foi rapidamente controlada com apoio da sede administrativa e atuação do Cope. O órgão confirmou a autuação de duas internas e a transferência de algumas detentas após o episódio.

 

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