20 janeiro 2021, 16:32
Nilson Figueiredo

Para motorista, massagista falou que malas estavam com roupas para doação

Para motorista, uma amiga de Clarice Silvestre, 44 anos, suspeita de matar de forma brutal o chargista Marco Antônio Rosa Borges, 54 anos, a massagista falou que as malas estavam cheias de roupas para doação. Ela pagou R$ 70 pela corrida e a desculpa que deu em procurar a amiga é que levaria, além das malas, o cachorro e que muitos motorista não aceitam carregar o animal.

A corrida foi feita da casa onde ocorreu o crime, no Monte Castelo, até a Coophavilla II, na residência do filho de 21 anos, que confessou ter ajudado a mãe a esquartejar e atear fogo no corpo do chargista. No depoimento, o rapaz revelou que ele e a mãe esperaram até as 3h da manhã de domingo (22) para carregar as malas até o terreno onde os restos mortais foram encontrados.

O filho levou uma mala por vez a pé e aproveitou para cruzar por dentro de um campo de futebol onde não tinha iluminação, justamente, para não ser visto. Enquanto ele transportava as malas, Clarice afirmou a polícia que ficava cuidando a movimentação das ruas.

A polícia realizou buscas nas casas dos dois filhos da mulher, no bairro Coophavila II na quarta-feira (25). Segundo o delegado responsável pela investigação, Carlos Delano, nada foi encontrado nas residências e que os depoimentos de Clarice, do filho que ajudou no crime e da motorista se encaixam. Mas, que ainda é preciso ter mais elementos sobre a dinâmica do crime para ter certeza de como ocorreu o assassinato.

“O que realmente aconteceu ainda não sabemos, até porque temos só o que eles nós falaram. Vamos fazer mais exames, inclusive na casa do filho e no carro da amiga, para fazer uma reconstrução e ter mais elementos sobre o crime. Não está excluído nem a participação de outras pessoas ainda”, assegurou.

Outra hipótese que também não foi descartada pela polícia é o de latrocínio, tendo em vista que Marco Antônio teria uma boa quantia para receber de um trabalho que ele desenvolveu durante a campanha política. “Essa hipótese é fraca, mas não excluímos, apesar de que nada indica que se trata de um latrocínio”, ressaltou.

Motivação

A motivação do crime, conforme a suspeita massagista, seria ciúmes. A discussão no dia do crime começou por conta de uma foto postada pelo chargista nas redes sociais na noite da sexta-feira (20) ao lado de uma mulher. Durante a briga, Marco teria dado um tapa no rosto de Clarice, o que segundo ela, gerou raiva e, por isso, ela o empurrou da escada.

Ao cair da escada, Marcos ficou atordoado, mas consciente. Foi neste momento que Clarice foi até a cozinha e pegou uma faca. Foram desferidos golpes nas costas e no peito da vítima. Após o crime, ela foi em um bar que fica próximo a casa dela, por onde permaneceu até o fim da amanhã.

Após o almoço, Clarice comprou sacos de lixo, luvas, água sanitária e preparou as malas onde ficaria o corpo. Inclusive, em depoimento, ela revelou que os materiais, roupas e pertences do chargista foram jogados no lixo e os sacos levados pela coleta.

Indiciamento

Clarice Silvestre foi indiciada por homicídio qualificado por motivo torpe. A suspeita foi presa na terça-feira (24) depois de se apresentar a polícia em São Gabriel do Oeste, 140 quilômetros da Capital, e confessar o crime. Na quarta-feira (25), ela passou por audiência de custódia no Fórum e está detida temporariamente na 2ª Delegacia de Polícia.

O filho de 21 anos foi indiciado por ocultação e vilipêndio de cadáver, que é o crime contra o respeito aos mortos. Ele foi levado para delegacia depois das buscas realizada na casa, mas como não havia flagrante e nem mandado de prisão, foi solto.

(Texto: Rafaela Alves)

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