Uma mulher indígena, que residia em Dourados, é a primeira vítima de chikungunya em Mato Grosso do Sul em 2026. A informação foi divulgada por meio do painel de monitoramento das arboviroses, do Ministério da Saúde. Outra morte ainda está sendo investigada, também no Estado, de uma mulher indígena, mas em Aquidauana.
Mato Grosso do Sul lidera a incidência de chikungunya no Brasil este ano. Nas nove primeiras semanas epidemiológicas do ano, MS já registra 2.383 casos prováveis da doença. No mesmo período de 2025, eram apenas 959 ocorrências. Ou seja, a evolução da chikungunya neste ano é 148,5% maior que no ano anterior em MS, neste período. Em outras palavras, os casos mais que dobraram.
A escalada de casos começou no ano passado, quando MS teve a segunda maior incidência do país e registrou 17 mortes por chikungunya. O Estado fechou 2025 com 14.096 casos prováveis da doença, seis vezes mais que em 2024 e o dobro da soma dos últimos dez anos.
O que é chikungunya?
A chikungunya é uma arbovirose transmitida pelo vírus CHIKV, por meio da picada de fêmeas do mosquito Aedes aegypti infectadas. Diversos sintomas são atribuídos à doença e, de forma geral, são bem parecidos com outro quadro causado pelo mesmo agente transmissor, a dengue.
No entanto, a duração da febre e das dores, especialmente nas articulações, diferentemente da dengue, que é passageira, pode ser de mais de 15 dias com a chikungunya, além de os sintomas serem incapacitantes. E, pior: em mais de 50% dos casos, essa artralgia (dor nas articulações) torna-se crônica, podendo persistir por anos, conforme o Ministério da Saúde.
Ainda, o vírus pode causar consequências cardiovasculares, na pele, nos rins e no sistema nervoso, como doença neuroinvasiva, caracterizada por agravos neurológicos, tais como: encefalite, mielite, meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré, síndrome cerebelar, paresias, paralisias e neuropatias.
Como se proteger
As orientações são semelhantes às de combate à dengue. Confira dicas:
- Mantenha a caixa d’água vedada;
- Remova folhas e galhos das calhas;
- Não deixe água acumulada sobre a laje;
- Lave semanalmente os tanques para armazenar água;
- Mantenha tampados os barris d’água;
- Encha de areia até a borda os pratinhos dos vasos de planta;
- Troque a água e lave o vaso de plantas aquáticas;
- Guarde garrafas sempre de cabeça para baixo;
- Entregue os pneus velhos a um local que lhes dê uma boa guarda — em local coberto, abrigados da chuva;
- Coloque o lixo em sacos plásticos, mantenha a lixeira vedada e não descarte lixo em locais inadequados.
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