Jovem de 29 anos morreu seis dias após início dos sintomas e cidade soma milhares de casos da doença
A chikungunya segue avançando em Dourados e já provocou nove mortes neste ano, segundo confirmação feita nesta quinta-feira (30) pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública.
A vítima mais recente é um indígena de 29 anos, morador da Aldeia Bororó. Ele começou a passar mal no dia 19 de abril e morreu no dia 25, após ser internado no Hospital da Vida.
Com esse novo registro, oito das nove mortes foram de indígenas, o que reforça a gravidade da situação dentro da Reserva Indígena.
Os dados mais recentes mostram que a cidade já acumula 7.371 notificações da doença. Destas, 2.755 foram confirmadas e mais de 2,5 mil ainda estão sendo investigadas. Outros 2.100 casos foram descartados.
Atualmente, 35 pessoas estão internadas com chikungunya em Dourados. A maior parte dos pacientes está no Hospital Universitário (HU-UFGD), que concentra 20 internações. Os demais estão distribuídos em outras unidades de saúde.
Dentro das aldeias Bororó e Jaguapiru, o cenário também é preocupante. Já são mais de 3 mil notificações, com 1.759 casos confirmados.
Desde fevereiro, a doença vem causando mortes na cidade. Entre as vítimas estão idosos e também dois bebês indígenas, de 3 meses e de apenas 1 mês de vida.
O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, afirmou que a situação ainda é crítica e fez um alerta à população. “Infelizmente, mais uma vítima dessa grave doença e ainda assim muita gente está relativizando o problema, não estão levando essa epidemia a sério”, disse.
Ele reforçou que o combate ao mosquito Aedes aegypti depende da participação de todos. “Somente com esforços conjuntos, acabando com todos os pontos de água parada, mantendo os quintais limpos e recolhendo o lixo de forma correta, vamos vencer a guerra contra esse mosquito”, afirmou.
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