Sem querer comentar boatos, presidente diz que na sessão de quarta-feira (25), comissão terá novo nome
De acordo com o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), apenas na sessão de quarta-feira (25) que saíra a possível nova configuração da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação). Perguntado, respondeu que “só semana que vem”.
A designação vem se arrastando desde o começo de fevereiro, com a volta do recesso parlamentar que deixou o cargo, antes ocupado por neno Razuk, vago. O presidente da Casa não quis conversar sobre especulações sobre quem será o próximo nome. “Pode mudar. Então, assim, eu não vou falar sobre especulação. Os blocos estão conversando para tentar mudar”, comenta em coletiva.
Ainda, reiterou que qualquer um dos deputados podem fazer parte da comissão. “São os 24, só não pode ser o da mesa”. Afirmou que a estrutura da comissão para 2026 pode continuar a mesma. “Pode é diferente de que vai”.
A indefinição ocorre em razão dos blocos ainda estarem se movimentando para ocupar a vaga. Prof° Rinaldo Modesto (Podemos) é um dos nomes cotados com maior chance para ocupar a cadeira. O representante já fez parte da comissão neste mandato, além de ter participado de reuniões com o grupo em outros.
Durante um tempo foi considerado o próximo nome, porém o PT e o PL entraram na briga pela CCJR.
O deputado estadual Pedro Caravina (PSDB), presidente da Comissão, chegou a anunciar o nome de Rinaldo para reunião do grupo na sessão no dia 10, o que iniciou uma discussão entre os parlamentares. Pedro Kemp (PT) afirmou que a vaga era para ser de seu partido, alegando acordo com o PL para alternância entre as duas siglas.
“Pelos critérios, os pequenos partidos têm direito a uma vaga. Nós estamos reivindicando. Conversei com o presidente Gerson Claro e apresentei requerimento. Ele sinalizou que há grandes possibilidades de ficarmos com essa vaga”, disse Kemp.
A formação da CCJR, assim como de outras comissões, é definida pela proporção entre os partidos. Aqueles que possuem maior presença no parlamento terão mais cadeiras ocupadas. O PT e o PL possuem três representantes cada, o que daria a chance de ocupar uma das cinco.
A bancada petista indicou Gleici Jane, mas o PL não ficou para trás. O deputado João Henrique Catan (PL) reivindicou a vaga, afirmando que chegou a conversar com Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do partido, em busca de apoio. Coronel David (PL) também se interessou pela vaga.
O PL chegou a ter quatro cadeiras na CCJR antes do deputado Lucas de Lima (sem partido) ter o mandato questionado e ficar sem representação partidária. Com ele fora, o PL não teria direito a uma cadeira, se não fosse pelo Razuk. Atualmente, não há nenhum nome confirmado pelo partido para concorrer a vaga.
Kemp chegou a fazer parte da CCJR em 2025, mas saiu depois de mudanças na composição. Após isso, Neno Razuk (PL) assumiu a cadeira e, com a saída do deputado no início de 2026, a vaga ficou livre.
Com a entrada na janela partidária em março, o PL pode se tornar o maior bloco na Assembleia, posto atualmente ocupado pelo PSDB. Isso faz com que, se haja mudança na composição, tenha que ser feita outra mudança no futuro. “Pode ser que a composição feita valha para o ano, mas normalmente a gente vai ter que refazer”, explica Gerson.
Gerson Claro analisará as regras que definem a conjectura da CCJR e o Regimento Interno e, então decidirá. “O PT pode indicar, o PL pode indicar. Essa presidência não vai atropelar ninguém, vai cumprir o regimento. Aquele que indicar e tiver direito nas letras do regimento será membro”, Caravina pediu agilidade na escolha.
Lucas Artur e Brunna Paula
Acesse as redes sociais do Estado Online no Facebook e Instagram