Em entrevista concedida ao jornal O Estado, o secretário de Governo Ulisses Rocha afirma que, mesmo com a baixa na arrecadação da cidade, não haverá queda no investimento da Prefeitura de Campo Grande na cidade.
A diminuição na verba é causada principalmente pela baixa na arrecadação com o IPTU dos contribuintes, com uma queda de mais de R$ 170 milhões entre 2025 e 2026. Este ano, a primeira parcela do imposto arrecadou R$ 177 milhões e, em comparação com 2025, o número ultra passou R$ 350 milhões.
O secretário explica que os dois impostos são desvinculados, o que permite que o Executivo consiga ter fluxo de caixa e garantir que não há uma paralisação nos serviços. “A receita do IPTU ajuda a compor as receitas do município, então esses recursos são utilizados, ele é desvinculado. Eu posso pagar salário, fazer asfalto, tapar buraco, fazer a limpeza da cidade, comprar medicamentos”.
Ainda explica que a taxa de lixo só pode ser usada de modo específico para subsidiar a coleta, transporte e tratamento de resíduos. “A taxa de lixo é específica para o lixo. O IPTU pode ser utilizado para diversas despesas do município, inclusive para investimentos”.
Ulisses explica que a aplicação do dinheiro é possível graças às parcelas do imposto e alerta que o contribuinte não pode deixar de pagar. “Não há uma fala do judiciário para você não pagar, não realizar o pagamento. Se houver um fluxo mensal de investimento, também está dentro da normalidade. O que não pode é interromper o pagamento [do imposto]”.
A queda no volume da arrecadação é dada pela briga entre o Executivo e o Legisla tivo, que questiona a origem do valor deste ano e fez com que a população temesse pagar um valor que possa mudar. Ulisses opina que as pessoas ficaram em dúvida com relação ao pagamento e aos critérios que trouxeram essa mudança.
“Essas coisas trouxeram dúvidas. Quando a gente começa a discutir, as pessoas ficam tentando ver qual é o caminho e qual é a segurança para ela realizar o pagamento. Eu acho que, encerrada essa discussão na Câmara, e com a decisão judicial da última sexta-feira, o que está claro, imposto é, o IPTU com correção de 5,32% deve ser pago”, comenta.
Mas o secretário relembra que, mesmo com a resposta da Justiça sobre o caso, o tributo deve ser pago e, caso haja uma controvérsia sobre o valor, que a Prefeitura reimprima o boleto de pagamento. “Se houver uma cobrança que foi além dos 5,32%, a Prefeitura deve emitir novos boletos de cobrança. Essa é a discussão, não há uma fala do judiciário para você não pagar”.
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