PT aposta em discurso de desenvolvimento e amplia articulação em Mato Grosso do Sul

O encontro ocorreu nesta segunda-feira (18) no gabinete da chefe do Executivo - Foto: Nilson Figueiredo
O encontro ocorreu nesta segunda-feira (18) no gabinete da chefe do Executivo - Foto: Nilson Figueiredo

Coletiva reuniu lideranças políticas e reforçou alianças para disputa ao Governo e Senado

 

O PT intensificou nesta segunda-feira (18), em Campo Grande, as articulações políticas para as eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul e passou a tratar a inclusão de PDT e Podemos como parte da estratégia de ampliação da base de apoio ao projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Estado.

A movimentação foi detalhada durante coletiva de imprensa realizada na sede do partido, com a presença do secretário-geral do diretório nacional do PT, Henrique Fontana, do deputado federal Vander Loubet (PT), da senadora Soraya Thronicke (PSB), do ex-deputado federal Fábio Trad e de lideranças partidárias, entre elas o presidente estadual do Partido Verde (PV), Marcelo Bluma.

O encontro teve como foco a consolidação de uma chapa majoritária competitiva no Estado e a costura de alianças que envolvem diferentes siglas do campo político que apoia o governo federal.

Henrique Fontana afirmou que Mato Grosso do Sul ocupa posição central na estratégia nacional do partido, especialmente por reunir uma chapa completa para os principais cargos em disputa.

“Estamos com uma chapa que montou uma unidade efetiva. MS é prioritário porque tem chapa potente, com condições reais de disputar o governo do Estado. O primeiro desafio é chegar ao segundo turno e ampliar a votação do presidente Lula, com possibilidade de eleger dois senadores”, disse.

Fontana também destacou o peso eleitoral do Estado no cenário nacional e afirmou que pequenas variações podem ser decisivas no resultado da eleição presidencial.

“Essa eleição pode ser decidida por cerca de 1 milhão de votos. Diferenças de 40 mil ou 50 mil votos aqui podem mudar o resultado nacional. Por isso, precisamos do apoio de todos, inclusive do PDT”, afirmou.

No campo das articulações regionais, o deputado federal Vander Loubet informou que o partido mantém diálogo com diferentes siglas e busca ampliar a base de apoio no Estado. “Já tivemos conversas com lideranças do PDT e seguimos em tratativas. O nosso objetivo é construir essa reciprocidade política aqui em Mato Grosso do Sul”, afirmou.

Vander também defendeu a ampliação da aliança partidária em torno da chapa.

“Não é possível que o PDT não venha apoiar o PT em Mato Grosso do Sul. Vamos insistir nessa construção porque o foco é fortalecer o projeto nacional”, disse.

A senadora Soraya Thronicke destacou que o processo de articulação ainda está em andamento e envolve diferentes partidos.

“Tem muita gente em todos os partidos, inclusive no PL, que deve votar na nossa chapa. O que falta é concluir o diálogo e organizar esses apoios”, afirmou.

Soraya também reforçou que o grupo está aberto a novas adesões dentro da composição política.

“Quem quiser participar será bem recebido para crescer junto. O importante é construir essa convergência”, disse.

O ex-deputado federal Fábio Trad afirmou que a formação da chapa representa uma disputa de projetos para o Estado. “O que está em jogo é um modelo de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul. Estamos construindo uma alternativa política com base em um projeto comum”, disse.

Caso Vorcaro entra no debate político nacional

Durante a coletiva, Henrique Fontana também comentou as investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e conversas atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro, que passaram a circular no cenário político nacional.

Fontana classificou o conteúdo como grave e defendeu apuração das autoridades. “O que foi divulgado tem elementos que precisam ser esclarecidos. É importante que as instituições atuem e que todos os envolvidos apresentem suas versões”, afirmou.

O secretário também se referiu ao episódio como parte de um contexto mais amplo de investigação.

“Há uma série de relações que precisam ser esclarecidas. O papel das instituições é garantir transparência e responsabilização quando necessário”, disse.

 

Por Danielly Carvalho

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