Possível saída de Barbosinha e Verruck do PSD é para fortalecer ‘arco de alianças’, diz Nelsinho

O senador defendeu ainda que o eleitor considere a opção dopartido para a disputa na presidência

O senador Nelsinho Trad (PSD) afirmou que já tinha conhecimento da saída do vice-governador Barbosinha do PSD e indicou que o partido pode perder também o secretário Jaime Verruck nos próximos dias. Segundo ele, as movimentações fazem parte de uma estratégia maior para fortalecer o arco de alianças em torno da reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).

Ao jornal O Estado, o parlamentar explicou que conversou com Barbosinha na semana passada, em Mato Grosso do Sul, e também tratou do tema com Riedel, em Brasília. De acordo com o senador, o objetivo é reorganizar as forças de centro-direita na composição da chapa majoritária. Ele disse ter compreendido a decisão “de maneira muito tranquila e sensata”.

Ainda conforme Trad, Jaime Verruck também deverá buscar outra legenda que ofereça melhores condições para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. O senador ressaltou que entende as movimentações como naturais dentro do cenário eleitoral e frisou que prefere atuar como “solução” e não como “problema” nas articulações políticas.

Nos bastidores, Barbosinha mantém conversas com partidos da base governista, como Republicanos e União Brasil, além do PP, sigla à qual o próprio governador é filiado. As três legendas integram o grupo que sustenta o projeto de reeleição no Estado.

Questionado sobre possíveis perdas para o PSD, Trad afirmou que o foco da sigla está centrado em sua própria reeleição ao Senado. Ele destacou o trabalho realizado junto aos municípios sul-mato-grossenses, afirmando ter forte reconhecimento de prefeitos e vereadores, além de atuação ativa em questões fiscais e tributárias de interesse do Estado. Segundo ele, tanto Riedel quanto o ex-governador Reinaldo Azambuja reconhecem seu perfil e sua atuação parlamentar.

Trad também ressaltou que permanece na presidência estadual do PSD e que o partido detém o quarto maior tempo de televisão e fundo eleitoral entre as legendas que disputam o pleito, o que, em sua avaliação, o coloca em posição competitiva.

Sobre a disputa pela vaga ao Senado em 2026, o senador minimizou a concorrência. “Enquanto outros falam que querem fazer e vão fazer, eu já fez. O resultado está ai”. Para Trad, a reeleição é a oportunidade de o eleitor reconduzir quem teve desempenho comprovado. “Quanto a isso, eu estou bem tranquilo que serei reconhecido”, disse.
Em relação à janela partidária, ele afastou a expectativa de filiação de deputados estaduais ao PSD. Segundo explicou, o partido não projeta montar uma chapa proporcional competitiva, já que todas as energias estarão voltadas à sua campanha ao Senado. Trad acrescentou ainda que a legenda deve apresentar uma candidatura própria à Presidência da República como alternativa à polarização nacional, defendendo que o eleitor pode considerar esse caminho como opção viável no próximo pleito.

Por Brunna Paula

 

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