Oposição conta com menos de R$ 1 bilhão para bater de frente com máquina do Executivo nessas Eleições

Opositores de Riedel terão que competir contra um orçamento que chega a R$ 2,7 bilhões - Foto: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo
Opositores de Riedel terão que competir contra um orçamento que chega a R$ 2,7 bilhões - Foto: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo

Bloco opositor conta com metade do fundo eleitoral que os partidos que apoiam reeleição de Ridel detém

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou esta semana os valores do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) e os partidos que formam a oposição contra o governador Eduardo Riedel (PP) somam R$ 920,3 milhões.

O PT é o segundo partido que mais recebeu verba pelo fundo e soma R$ 615,3 milhões, cerca de 12% do valor total. O PSB conta com R$ 152,2 milhões, o PCdoB com R$ 60,5 milhões, o PV com R$ 45 milhões, juntos, eles podem formar uma aliança em torno de uma candidatura de Fábio Trad. Já o Novo, que tem João Henrique Catan encabeçando a chapa, conta com R$ 37 milhões, o Agir, o DC e o Missão, que também tem seus próprios pré-candidatos, contam com R$ 3,3 milhões cada.

Estes números se referem ao quantitativo que cada diretório nacional recebeu e como cada partido irá dividir o dinheiro entre os diretórios estaduais será debatido dentro de cada diretório.

O bloco petista no estado planeja lançar Vander Loubet como senador, devendo contar ainda com Soraya Thronicke (PSB) como segunda senadora. Vander ainda aposta no pecuarista Maurício Bumlai e em Fátima Aparecida da Silva, líder sindical da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação) para possível suplência no Senado.

Já o Novo tem como pré-candidato ao Governo Estadual João Henrique Catan, atual deputado estadual. O parlamentar é um ávido crítico da atual gestão da governadoria e representa uma das opções da direita para ocupar o cargo.

O Missão conta com o pré-candidato Rodrigo Correa para lançar candidatura ao governo sul-mato-grossense. O Agir tem como pré-candidato Jeferson Bezerra e o DC com Renato Câmara. Além de Fábio Trad, as siglas de esquerda planejam lançar Lucien Rezende (Psol) para o cargo.

O PDT também pode entrar na disputa para governador, mas ainda não bateu o martelo para a decisão. Caso isso ocorra, a direita terá seis nomes para escolher, enquanto a esquerda conta com apenas dois.

Mas os opositores de Riedel terão que competir contra um orçamento que chega a R$ 2,7 bilhões. Somente o PL recebeu cerca de R$ 881,6 milhões, o que representa 17,77% do montante total do fundo e é o partido que soma a maior fatia do fundo eleitoral.

A sigla do próprio governador conta com R$ 417 milhões, sendo o quinto com o maior rateio entre as legendas. O bloco apoiador é formado ainda pelo União Brasil, PSDB, Republicanos e MDB.

Cada uma das siglas receberam mais de R$ 100 milhões pelo repasse. O União foi o terceiro partido que mais recebeu, com R$ 526,2 milhões, 10,6% do total. O MDB foi o sexto com R$ 400 milhões, o Republicanos foi o sétimo com R$ 348,5 milhões e o PSDB recebeu R$ 147,8 milhões, sendo o 11°.

Anúncio de vaga do PL

Como já noticiado pelo Jornal O Estado, o PL deve anunciar quais serão os critérios para distribuição do FEFC entre os diretórios estaduais até o dia 15 de junho. Semana passada, o diretório nacional se reuniu com os estaduais e discutiram sobre o fundo e estratégias de campanhas para o pleito deste ano.

Em entrevista, Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, descartou qualquer possibilidade de mudança no nome do presidenciável da legenda. “O PL não tem plano B. Nosso único projeto é a eleição do Flávio Bolsonaro”, afirmou. “Ele é o pré-candidato e será o futuro presidente”, completou.

Durante a reunião, também houve especulações sobre quem ocupará a vice na chapa presidencial. Entre os nomes cogitados está o da senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura. Segundo Reinaldo, a parlamentar agrada ao grupo bolsonarista e a definição dependerá das alianças que o PL pretende construir com partidos como União Brasil, PP e Republicanos. “É um bom nome”, avaliou. O dirigente estadual afirmou ainda que a definição sobre o vice deve ocorrer antes das convenções partidárias.

O Coronel David, deputado estadual, comentou que o “x” na questão na corrida ao Senado, que vive um impasse entre o deputado federal Marcos Pollon e Capitão Contar, deve chegar ao fim na próxima semana. O partido vive uma disputa interna entre os dois para a definição entre quem será o segundo candidato a senador, sendo o primeiro o Reinaldo Azambuja.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) havia afirmado em carta que seria Pollon o candidato, mas o acordo com Flávio era de que seria decidido de acordo com as pesquisas eleitorais. “Logicamente que o Bolsonaro concorda, ele tem todo o direitinho de concordar, mas tira a pessoalidade na escolha. Porque quando você faz uma pesquisa, quem vai decidir é o público, é o povo, é quem vai votar”.

“Eu acho que é ruim para o partido de uma forma geral e muito ruim para os nossos pré-candidatos ao Senado viverem com essa dúvida. E acho que é algo que tem que ser decidido logo para que a gente possa efetivamente começar a pré-campanha com os nossos dois pré-candidatos ao Senado”, completa o deputado Coronel David, que comparou a situação como quando dois filhos recebem um presente, mas um acredita que o outro é melhor.

Por Lucas Artur e Danielly Carvalho

 

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