Mesmo com votos contra o reajuste, projeto da prefeita é a aprovado na Câmara Municipal

Votaram contra os vereadores: Marquinhos Trad,, Luiza Ribeiro, Landmark Rios, Jean Ferreira e Maicon Nogueira - Foto: Pedro Roque/Divulgação/Assessoria
Votaram contra os vereadores: Marquinhos Trad,, Luiza Ribeiro, Landmark Rios, Jean Ferreira e Maicon Nogueira - Foto: Pedro Roque/Divulgação/Assessoria

Escalonamento ganhou dois meses de antecedência com emenda da Mesa Diretora

O Projeto de reajuste linear dos servidores públicos municipais foi aprovado na Câmara Municipal nesta quinta-feira (11), com cinco votos contrários e uma emenda modificativa da Mesa Diretora que alterou a data do pagamento escalonado da folha do funcionalismo. O trecho alterou o segundo reajuste, previsto para março de 2027, para janeiro do mesmo ano. “Optamos por essa mudança para que o pagamento fique no mesmo exercício e ter esse complemento mais perto de uma data”, explicou o presidente da Casa de Leis, vereador Papy.

Votaram contra o projeto de reajuste de 4,39% dos servidores, os vereadores Luiza Ribeiro e Landmark Rios (PT), Marquinhos Trad (PV), Jean Ferreira (PT) e Maicon Nogueira (PP).

Ao justificar o voto contrário, Luiza Ribeiro ressaltou que o projeto era muito aguardado pela Casa. “Agora a gente simplesmente encontra o mínimo do mínimo, que não dá para atender efetivamente ao que o servidor vem sofrendo em Campo Grande. Eles precisam entender que esses 4,39% para recuperação salarial, somente no que foi a inflação, não contemplam toda a perda que os servidores têm.”

Por sua vez, Maicon Nogueira, que também votou contra, afirmou que os servidores que ganham R$ 980 receberão aumento real de apenas R$ 20. “É uma merreca num município que aumentou o IPTU e a taxa do lixo.”

Na prática, o reajuste será feito de forma parcelada, sendo 2,20% em agosto de 2026 e 2,19% em janeiro de 2027.

Responsável por reunir as assinaturas necessárias para que a pauta enviada pela prefeita Adriane Lopes entrasse em regime de urgência, o líder do Executivo na Câmara, vereador Beto Avelar, comentou que, a princípio, o reajuste seria zero. “Houve essa proposta escalonada, o aumento agora em agosto e outra parcela para março. A Casa já está buscando antecipar essa segunda parcela para janeiro. Saiu a notícia de que esse aumento não seria linear, mas será, sim, para todas as categorias, com exceção daqueles que têm regramento próprio, como os professores, agentes de endemias e auditores. Se estiver acima do teto, não teria o reajuste.”

Profissionais da educação

Além do reajuste linear para os servidores municipais, os vereadores falaram sobre a articulação que vem sendo feita junto à categoria dos professores. Segundo o vereador Papy, presidente da Casa, o reajuste deve ter cuidado com o futuro. “As votações criam o reajuste e a obrigação para o município cumprir, mas tem que ser viável.”

Ronilço Guerreiro afirmou ser favorável ao cumprimento do piso dos professores, pois isso já está previsto em acordo. Rafael Tavares, por outro lado, defendeu que a articulação seja feita entre a prefeitura e a categoria. “O Poder Executivo, quando manda o projeto para cá, já combinou com as categorias. Tem que ser algo construído entre o Executivo, os trabalhadores e a Câmara Municipal.” Ele disse ainda não apoiar a greve anunciada pelos profissionais da educação. Leia mais na A5

Por Danielly Carvalho e Sarah Chaves

 

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