Lula promete zerar fila do INSS até setembro e reduzir espera por benefícios

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (11) que o governo federal pretende zerar a fila de espera do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) até setembro deste ano. A meta, que já havia sido apresentada durante a campanha eleitoral, voltou a ser destacada pelo chefe do Executivo durante um evento de entrega de moradias populares.

Ao comentar a situação do órgão, Lula elogiou a nova presidente do INSS e demonstrou confiança no cumprimento do objetivo. “Quero dar os parabéns à nova presidenta do INSS, que prometeu para mim que até o mês de setembro vai zerar a famosa fila de pessoas esperando benefício”, declarou o presidente.

Dados do instituto mostram que, em abril de 2026, havia 2,6 milhões de requerimentos aguardando análise. O número representa uma redução em relação ao pico registrado em fevereiro, quando a fila chegou a 3,1 milhões de pedidos pendentes. A demora na concessão de benefícios tem sido uma das principais reclamações dos segurados em todo o país.

A crise na análise dos processos provocou mudanças no comando do órgão. Após o aumento recorde da fila, o então presidente Gilberto Waller deixou o cargo, que passou a ser ocupado por Ana Cristina Viana Silveira. Servidora de carreira do instituto desde 2003 e formada em Direito, ela assumiu a missão de acelerar a avaliação dos pedidos e reduzir o tempo de espera dos beneficiários.

Em entrevista ao Pod News, do SBT News, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, já havia informado que a equipe trabalhava para eliminar a fila até outubro. Segundo ele, os esforços realizados nos últimos meses permitiram reduzir o tempo médio de espera de 81 dias, em fevereiro, para 66 dias em abril.

Caso a meta anunciada por Lula seja alcançada, o governo poderá eliminar uma das principais dificuldades enfrentadas pelos segurados do INSS e atender uma demanda histórica de aposentados, pensionistas e trabalhadores que dependem da análise dos benefícios previdenciários e assistenciais. A redução da fila também é vista como um desafio estratégico para a gestão federal em um período de forte atenção sobre os serviços públicos prestados à população.

 

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