Presidente abordou em entrevista à TV Record de Minas Gerais, a reforma tributária, isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e tarifas impostas pelo governo dos EUA aos produtos brasileiros
Lula concedeu entrevista a programa da TV Record Minas Gerais
“Estamos colocando o pobre no Orçamento e o rico no Imposto de Renda”. Com essa síntese durante entrevista ao jornalista Lair Rennó, do programa Balanço Geral de Minas Gerais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a atuação do Governo Federal em frentes que considera essenciais: a redução das desigualdades, o combate à fome, a retomada de programas sociais, a aprovação da reforma tributária e a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, em análise no parlamento.
Minha causa é fazer com que esse país se transforme num país em que o povo tenha padrão de classe média. Em que o povo possa ter escola de qualidade, saúde de qualidade, um salário de qualidade e viver uma vida digna”, disse o presidente
“Estou agradecido ao Congresso Nacional, porque aprovamos 99% de tudo que a gente queria aprovar. Inclusive uma coisa que ninguém conseguiu fazer nesse país, uma reforma tributária que vai começar a vigorar a partir de 2027”, ressaltou Lula. “Estamos fazendo com que a tributação seja mais justa e cumprindo uma coisa que prometi há muito tempo”, afirmou o presidente. “A partir da entrada em vigor, a cesta básica não pagará mais imposto. Inclusive a carne”, lembrou o presidente.
JUSTIÇA TRIBUTÁRIA – Ao falar sobre a proposta de isenção do Imposto de Renda para aqueles que ganham até R$ 5 mil, Lula afirmou que se trata de fazer justiça àqueles que ganham menos e que pagam, proporcionalmente, mais impostos. “Queremos fazer justiça tributária. Não é normal um pobre lá do Aglomerado da Serra (maior comunidade de Minas Gerais, em Belo Horizonte) ir ao supermercado comprar alguma coisa e pagar o mesmo imposto que o presidente do BMG”, exemplificou. A proposta do Governo Federal prevê a isenção para cerca de 10 milhões de brasileiros. A compensação vem com a taxação em até 10% de uma fatia mínima da população, de 141 mil contribuintes, que ganham a partir de R$ 600 mil por ano e atualmente não pagam imposto algum.
CLASSE MÉDIA – Com o país mais uma vez fora do Mapa da Fome das Nações Unidas – a partir da retomada de políticas e programas sociais conectados à segurança alimentar acompanhada dos melhores indicadores de emprego da história – o presidente Lula afirmou que a sua principal causa é levar o país a um patamar superior de qualidade de vida e dignidade. “É fazer com que esse país se transforme num país em que o povo tenha padrão de classe média. Em que o povo possa ter escola de qualidade, saúde de qualidade, um salário de qualidade e viver uma vida digna. As pessoas querem morar bem, comer bem, se vestir bem, estudar bem, ter uma profissão, ter acesso à cultura e ao lazer. E isso nós temos condições de garantir”.
ESTADOS UNIDOS – Em relação às tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros exportados para lá, Lula reiterou que o Governo Federal trabalha para abrir novos mercados e citou inclusive a missão que o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, lidera atualmente no México .
ASEAN – “O Alckmin está agora no México, negociando um novo acordo comercial. A gente pode ajudar o México e o México pode nos ajudar. Em outubro, vou participar do congresso da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), que tem um PIB de trilhões de dólares, e vamos tentar vender os nossos produtos lá. Vou fazer visita de Estado à Malásia e à Indonésia. Vou trabalhar para que o Brasil tenha outros mercados que queiram comprar o que a gente vende”.
BRASIL SOBERANO – Lula ainda lembrou o Plano Brasil Soberano , lançado em 13 de agosto, para mitigar os impactos econômicos das tarifas de importação anunciadas pelo governo norte-americano. “Tomamos atitude e colocamos R$ 30 bilhões à disposição das empresas exportadoras que vão ter problemas. Queremos defender o nosso trabalhador e o nosso empresário. Mas, ao mesmo tempo, temos que procurar novos mercados. No começo do século, as exportações para os Estados Unidos significavam 20% das exportações brasileiras. Hoje significa 12%. Desses 12%, 4% foram taxados”, concluiu.
Com informações da Agência Gov.
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