Em uma declaração conjunta divulgada na noite deste sábado (24), os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Gustavo Petro, da Colômbia, pressionaram pela divulgação transparente das atas eleitorais na Venezuela, onde o presidente Nicolás Maduro concorrerá nas eleições de 2024. Ambos os líderes destacaram a importância de que os dados sejam desagregados por seção eleitoral e possam ser verificados, como forma de assegurar a credibilidade do processo eleitoral no país vizinho.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, Brasil e Colômbia expressaram preocupação com a situação política na Venezuela, enfatizando a necessidade de estabilidade na região. Os dois países, que participaram como testemunhas nos Acordos de Barbados, mantêm abertos os canais de comunicação com todas as partes envolvidas e se mostraram dispostos a facilitar um entendimento entre elas.
Além disso, Lula e Petro condenaram a aplicação de sanções unilaterais como método de pressão, afirmando que essas medidas são contrárias ao direito internacional e prejudicam principalmente a população dos países sancionados. A posição dos dois presidentes vai na contramão da postura adotada pelos Estados Unidos, outros dez países da América Latina, a União Europeia e a Organização dos Estados Americanos (OEA), que, em um comunicado conjunto na sexta-feira, declararam que não reconhecerão o resultado eleitoral divulgado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela e ratificado pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ). Esses países acusam o governo de Maduro de fraude nas eleições que lhe deram a vitória.
O Brasil, porém, optou por não assinar o comunicado, refletindo sua posição mais conciliatória e voltada para o diálogo na busca de uma solução pacífica e democrática para a crise venezuelana. A declaração de Lula e Petro ressalta a importância da transparência e da legalidade nos processos eleitorais como pilares para a estabilidade regional.
Com informações do SBT News
Confira as redes sociais do O Estado Online no Facebook e Instagram
Leia mais
Ministério da Justiça limitará entrada de imigrantes sem visto no Brasil