O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou na manhã desta segunda-feira (15) em Évian-les-Bains para participar da cúpula do G7, grupo que reúne algumas das principais economias industrializadas do mundo. Esta é a décima vez que o presidente brasileiro é convidado para o encontro internacional.
Durante a agenda na França, Lula tem reuniões bilaterais confirmadas com o presidente francês, Emmanuel Macron, e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. Além dos encontros, o presidente brasileiro participará de sessões ampliadas da cúpula destinadas aos países convidados. Na terça-feira (16), os debates serão voltados para parcerias internacionais, enquanto na quarta-feira (17) os temas centrais serão crescimento econômico equilibrado e inteligência artificial.
A viagem foi antecipada em um dia para possibilitar um eventual encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A avaliação do governo brasileiro é de que o líder norte-americano poderá participar apenas da abertura do evento, o que motivou a mudança na agenda presidencial.
Nos bastidores, o governo busca manter um canal de diálogo direto entre Lula e Trump, especialmente diante de recentes tensões comerciais. Os dois presidentes estiveram reunidos pela última vez em maio, na Casa Branca. Desde então, os Estados Unidos classificaram as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas e anunciaram propostas de tarifas sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.
Apesar disso, o Palácio do Planalto avalia que não há necessidade imediata de uma nova reunião formal entre os chefes de Estado. A expectativa é que as discussões sobre tarifas e comércio exterior sejam conduzidas principalmente por equipes técnicas e diplomáticas dos dois países, por meio de um grupo de trabalho criado para tratar do tema.
Outro assunto considerado prioritário para a delegação brasileira é a relação comercial com a União Europeia. No início deste mês, o bloco anunciou que pretende vetar, a partir de setembro, a importação de diversos produtos agropecuários, incluindo carne, peixe, mel e tripas, sob a justificativa de descumprimento de exigências sanitárias. A medida preocupa o setor exportador brasileiro e deve integrar as discussões do governo durante a cúpula.
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