Com recuos nas negociações, parlamentares enfrentam limitações para trocas
Vereadores e deputados que aguardavam definições sobre a fusão de partidos terão que adiar seus planos de mudar de legenda. No momento, a troca está praticamente inviável para vereadores e, no caso dos deputados, só será possível na próxima janela partidária, prevista para o ano que vem.
Partidos que vinham negociando fusões recuaram e agora discutem apenas a possibilidade de formar federações. É o caso do PSDB, que cogitou união com MDB, PSD e Podemos, mas decidiu seguir apenas com articulações para uma federação. A resistência de lideranças nacionais, como Aécio Neves, pesou na decisão — ele defendeu que o PSDB não deveria perder sua identidade ao ser incorporado por outra legenda.
Caso a fusão se concretizasse, Mato Grosso do Sul poderia ver uma grande reconfiguração política, já que o PSDB lidera em número de vereadores e deputados no Estado. Sem a união, os parlamentares continuam restritos às regras atuais de fidelidade partidária.
Outros partidos, como União Brasil, PP e PDT, também optaram por federações em vez de fusões. As negociações com PSB e PT, por exemplo, dificilmente devem avançar.
Diante desse cenário, deputados que buscam a reeleição terão que apostar em alianças informais e estratégias nos bastidores. No grupo governista, essa articulação será liderada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja e pelo atual governador Eduardo Riedel, ambos do PSDB. Eles devem negociar a distribuição de candidaturas entre os aliados, em meio a preocupação de integrantes da base com a possibilidade de perda de espaço para nomes recém-lançados com maior projeção eleitoral.
Por Brunna Paula
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