Ex-deputada aposta na saúde como principal bandeira e defende regionalização do atendimento, inclusão de pessoas com autismo e melhorias na infraestrutura
Em uma campanha marcada pelo contato com eleitores que dizem estar desacreditados da política, a candidata a deputada estadual Dione Hashioka (União Brasil) apresenta a experiência acumulada em seus mandatos anteriores como alternativa para retomar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Ex-deputada por dois mandatos consecutivos, entre 2007 e 2014, ela afirma ter encontrado durante a campanha pessoas que não querem ouvir falar em política.
“Eu me deparei com muitas pessoas que estão desacreditadas totalmente da política. É político, então não quero nem ouvir”, relatou. Mesmo diante da resistência, Dione diz que procura conversar com os eleitores e defender a participação nas eleições. “Se nós não fizermos nada, aqui vai só aumentar isso aí. Nós precisamos sim participar, precisamos acreditar que pessoas do bem também podem estar nos espaços da política”.
Na saúde, área de formação da candidata, Dione defende uma regionalização mais efetiva dos serviços, com ampliação de recursos, estrutura e atendimento especializado. “Meu carro-chefe vai ser defender a regionalização de fato da saúde”, afirmou.
A candidata também propõe atenção à saúde da mulher e à saúde bucal da pessoa idosa, além do fortalecimento da rede destinada às pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), com ampliação do diagnóstico, terapias e acompanhamento multiprofissional. Para ela, o desafio é fazer o atendimento chegar à população. “O SUS é bonito no papel, mas ele precisa chegar à ponta, chegar àqueles que mais necessitam”.
Na infraestrutura, Dione defende investimentos em rodovias e corredores de produção, com foco na segurança viária e no escoamento da produção. Ela cita como experiência anterior a articulação pela duplicação de uma rodovia entre Nova Andradina e Batayporã.
A candidata também defende maior participação feminina na política. Para Dione, não basta ampliar o número de mulheres candidatas: é preciso garantir condições para que elas cheguem aos mandatos. “As mulheres precisam se dar as mãos […] acreditar que é possível a mulher exercer um cargo com responsabilidade e seriedade”, conclui.
Confira as redes sociais do Estado Online no Facebook e Instagram