Boutique de luxo em Campo Grande é alvo de operação que bloqueia R$ 8,1 milhões

Divulgação MPRS
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Operação Luxúria investiga esquema de lavagem de dinheiro ligado ao braço financeiro de facção criminosa gaúcha e mira empresas, familiares e suspeitos de atuar como “laranjas” 

Uma boutique de roupas de luxo na Avenida Mato Grosso, em Campo Grande, foi alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (10), durante a Operação Luxúria, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao braço financeiro de uma facção criminosa do Rio Grande do Sul.

A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 8,1 milhões em bens e contas dos investigados. A operação foi deflagrada em três estados para apurar como recursos de origem ilícita eram movimentados e ocultados por meio de empresas, familiares e pessoas apontadas como “laranjas”.

Em Mato Grosso do Sul, os mandados foram cumpridos em Campo Grande e Porto Murtinho, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Na Capital, o alvo foi uma boutique, localizada na Avenida Mato Grosso. O estabelecimento, voltado ao segmento de roupas de luxo, foi submetido a buscas. A proprietária, que dá nome à loja, estava em viagem no momento da operação, conforme informações divulgadas durante a ação.

A investigação conduzida pela 6ª Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre aponta que o grupo teria utilizado empresas e pessoas próximas para movimentar dinheiro e adquirir patrimônio de alto padrão.

Entre os bens identificados estão uma mansão avaliada em R$ 2,95 milhões, localizada em um condomínio de alto padrão, além de joias, uma loja de luxo em Porto Alegre e dois veículos blindados.

Além de Mato Grosso do Sul, a Operação Luxúria cumpriu mandados em Porto Alegre (RS) e no Rio de Janeiro (RJ). A ação contou com apoio da Brigada Militar do Rio Grande do Sul e dos Gaecos de Mato Grosso do Sul e do Rio de Janeiro.

Até o momento, sete investigados foram apontados como diretamente ligados ao núcleo familiar e empresarial do esquema. As investigações continuam para rastrear os bens, identificar possíveis outros envolvidos e reunir novas provas sobre a movimentação dos recursos.

 

** Com Livia Medina

 

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