O governo federal está estudando a possibilidade de enviar ajuda humanitária a Cuba, em resposta ao agravamento da crise no país caribenho, que enfrenta apagões diários, insegurança alimentar extrema e escassez de combustíveis neste ano. As discussões sobre o formato, o volume e a data de eventuais envios, como doação de alimentos e remédios, estão em andamento no Palácio do Planalto e também envolvem as pastas da Saúde e da Agricultura. Até o momento, porém, não há iniciativas concretas oficialmente confirmadas.
Fontes do governo afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não manteve contato recente com o líder cubano Miguel Díaz-Canel nem recebeu pedidos explícitos de ajuda, mas a pressão de setores de esquerda e relatos recebidos pela embaixada brasileira em Havana têm ampliado a demanda por um aporte humanitário.
No início desta semana, o governo cubano anunciou a suspensão do fornecimento de querosene de aviação em todos os aeroportos internacionais da ilha, pelo menos até março, devido à escassez de combustível — um dos efeitos do agravamento da crise.
A crise em Cuba é atribuída em parte às sanções aplicadas pelos Estados Unidos, que passaram a impor tarifas sobre países que forneçam petróleo à ilha, agravando ainda mais o estrangulamento energético e econômico.
Contexto regional de ajuda humanitária
A discussão sobre o envio de assistência ao país ocorre em um contexto em que outros países latino-americanos já estão providenciando apoio. O México enviou dois navios com mais de 800 toneladas de alimentos e itens de higiene a Cuba, que atracaram no porto de Havana nessa quinta-feira (12), enquanto governos como o do Chile também manifestaram intenção de ajudar.
Enquanto isso, Brasília ainda discute internamente a melhor forma de contribuição, que pode incluir, além de alimentos e remédios, apoio agrícola para fortalecer a produção local em Cuba, segundo interlocutores familiarizados com o tema.
O tema está na pauta de uma reunião que o Brasil pretende ter com a Casa Branca em março, sem data definida, na qual a situação da ilha e a resposta internacional à crise devem ser discutidas com representantes dos Estados Unidos.
Com informações do SBT News
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