O ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal na tarde desta segunda-feira (16), após apresentar uma forte crise de soluços, enquanto está preso no Complexo da Papudinha, em Brasília. A informação foi divulgada nas redes sociais pelo filho, o vereador Carlos Bolsonaro, e confirmada por fontes à reportagem do SBT News.
Segundo Carlos Bolsonaro, o ex-presidente segue sendo acompanhado pela equipe médica da unidade prisional. Médicos particulares que acompanham Bolsonaro também foram comunicados sobre o episódio. “Fui informado há pouco que o presidente passou mal novamente hoje à tarde e segue sendo monitorado após o ocorrido. Infelizmente, não tenho mais informações”, escreveu o filho do ex-presidente.
Ainda nesta segunda-feira, a PGR (Procuradoria-Geral da República) deve encaminhar manifestação sobre o laudo médico elaborado pela Polícia Federal a respeito da condição de saúde de Bolsonaro. No parecer, o procurador-geral Paulo Gonet deve se posicionar sobre se o Complexo da Papudinha possui estrutura adequada para a custódia do ex-presidente.
De acordo com relatório da Polícia Federal, a unidade prisional dispõe de condições suficientes para atender às necessidades médicas de Bolsonaro, incluindo uso contínuo de CPAP para tratamento da apneia do sono, dieta fracionada, controle da pressão arterial e acesso a exames laboratoriais. A perícia médica aponta que o ex-presidente possui sete doenças crônicas, todas sob controle clínico.
Defesa insiste em prisão domiciliar
Com base em trechos do relatório da PF, a defesa de Bolsonaro voltou a pedir a concessão de prisão domiciliar humanitária. Os advogados alegam que o ex-presidente apresenta uma “progressiva deterioração do quadro médico”, atribuída às crises recorrentes de soluços e às sequelas das cirurgias intestinais decorrentes da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.
Em parecer assinado pelo médico Claudio Birolini, que acompanha Bolsonaro, a defesa sustenta que o Estado não pode aguardar um “evento irreversível” e afirma que “a manutenção da vida do ex-presidente depende da execução infalível de um protocolo médico complexo, incompatível com a lógica do ambiente prisional”. O documento também aponta riscos como pneumonia aspirativa, insuficiência respiratória, crises hipertensivas, eventos tromboembólicos, arritmias e até morte súbita.
Versão de Michelle Bolsonaro
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também se manifestou nas redes sociais e afirmou que Bolsonaro teve tontura e um pico de pressão durante uma caminhada, mas que o quadro foi estabilizado. “Falei com o comandante do 19º Batalhão e, graças a Deus, a pressão do meu amor estabilizou”, escreveu.
Bolsonaro está preso na Papudinha desde janeiro, acusado de tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. O caso segue sob análise das autoridades judiciais e do Ministério Público.
Com informações do SBT News
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