Vereadores veem avanços, mas admitem indefinições internas
Após um período de ajustes internos e dificuldades na formação de chapas, o Avante em Mato Grosso do Sul iniciou um movimento de reorganização política com a chegada de novas lideranças e articulações junto à direção nacional.
O processo ocorre após a legenda ficar sem comando formal nos diretórios estadual e municipal desde o fim de 2025, quando se encerrou o mandato da antiga executiva. Desde então, a sigla ainda busca uma definição sobre a nova direção no Estado.
Vereadores do partido na Câmara Municipal apontam que a estrutura segue em fase de organização. Segundo Wilson Lands, há expectativa de definição sobre o comando estadual. “Possivelmente vai ser o deputado estadual Lidio Lopes”, afirmou.
Além da direção estadual, a composição do diretório municipal também segue indefinida. Leinha confirmou que ainda não há uma definição consolidada. “O municipal ainda está em definição. Pode ser eu, pode ser o Wilson Lands, ou até outra pessoa”, disse.
A movimentação interna ganhou força após mudanças recentes no partido, que também resultaram na saída de quadros. Entre eles, a vice-prefeita de Campo Grande, Camila Nascimento, que deixou a sigla no início do ano. À época, ela afirmou que sua permanência estava ligada à liderança de Lúcio Soares e que, com o fim do mandato dele à frente do diretório estadual, optou pela desfiliação.
Em meio a esse cenário, o Avante tenta fortalecer o grupo local e avançar na construção de chapas. Novos nomes começam a surgir nas articulações internas. “Possivelmente o Beto Figueiró, o Evander Vendramini… tem outros nomes também, que ainda são surpresa”, afirmou Leinha.
Beto Figueiró é apontado como pré-candidato a deputado estadual.
Outro ponto em discussão é a montagem de chapas. De acordo com Lands, há articulação para a disputa estadual e também para a federal, embora parte das definições ainda esteja em andamento. “Vai ter uma chapa para federal. Só que eles estão guardando isso a sete chaves”, declarou.
As tratativas também envolvem a direção nacional do partido. Segundo o vereador, esse diálogo pode ampliar os planos da sigla no Estado. “Pode surgir também uma candidatura a governador, não é impossível. Teremos também candidato ao Senado, com respaldo da direção nacional”, afirmou. Ele também mencionou a possibilidade de novos nomes surgirem. “A gente tinha um nome guardado a sete chaves, mas possivelmente podemos até convencer o Oswaldo Meza”, disse.
A disputa pela presidência estadual segue em debate interno. “Existe essa disputa”, resumiu Leinha, ao destacar que o foco principal deve ser a organização da legenda. “O importante realmente é construir uma chapa competitiva”.
A expectativa é montar uma nominata com pelo menos 20 nomes, entre candidatos da Capital e do interior. “Pelo menos vinte nomes”, afirmou, ao indicar que a lista ainda está em construção.
Por Danielly Carvalho
