A vereadora Ana Portela (PL), que disputa uma vaga na ALEMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), afirma que pretende levar um perfil de atuação baseado na fiscalização dos recursos públicos, redução da carga tributária e defesa de pautas ligadas à direita ao Legislativo Estadual. A parlamentar está em seu primeiro mandato na Câmara de Campo Grande e diz ter decidido concorrer após ouvir os eleitores. “Eu acho que a Assembleia precisa de quem realmente vai estar lá na ponta escutando a população”.
Entre as propostas apresentadas estão medidas para reduzir impostos e estimular o empreendedorismo, especialmente entre mulheres. Ana defende ampliar para todo o Estado a lei municipal Mulheres Empreendedoras, que prevê a capacitação para quem pretende abrir um negócio.
Para a vereadora, a autonomia financeira também está relacionada ao enfrentamento da violência contra a mulher. “Quando a mulher tem liberdade financeira, sabe o que precisa fazer para vida e tem os meios para isso, ela não fica em um relacionamento que faz mal”, declarou.
Na saúde, Ana defende a participação da iniciativa privada, mas condicionada à transparência dos contratos . Ela afirma ter se posicionado contra uma proposta de privatização de unidades de saúde da capital por considerar que não havia garantias suficientes de transparência.
Para a Assembleia, a proposta está relacionada a um modelo de gestão com maior participação de empresas e fiscalização do poder público. A fiscalização é apresentada pela candidata como uma das principais funções que pretende exercer no Legislativo. Ela cita sua atuação na CPI do transporte público de Campo Grande, que analisou mais de 100 mil páginas e identificou problemas na prestação do serviço e na fiscalização do contrato.
“Sou funcionária do povo, e o principal motivo para eu estar na Câmara Municipal é fiscalizar”, afirmou.
Entre as propostas para o Estado, Ana também destaca a criação de oportunidades para jovens, com incentivo ao primeiro emprego, cursos superiores e regionalizados e capacitação para o empreendedorismo no campo. Segundo ela, a intenção é evitar que os jovens deixem Mato Grosso do Sul após a formação. “ A gente quer que os nossos jovens criem raízes aqui”.
Caso eleita, Ana diz que pretende manter a atuação próxima à população e percorrer os 79 municípios para identificar demandas locais. “Os nossos municípios estão carentes e precisando de socorro”.
Por Nayane Aleixo