Ex-major de MS, conhecido como “Escobar brasileiro” é preso na Hungria

Reprodução/Band
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Considerado um dos maiores traficantes de cocaína no mundo, o ex-major da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Sérgio de Carvalho, 62 anos, foi preso nesta terça-feira (21), em Budapeste, na capital da Hungria. De acordo com informações da imprensa europeia, o traficante era conhecido como “ Escobar brasileiro” e utilizava passaporte falso no momento de sua prisão. 

Até o momento, não há informações se ele ficará preso na Europa ou será transferido para o Brasil. 

Conforme relatado pelo jornal JN de Lisboa (POR), o ex-major tinha 11,7 milhões de euros em dinheiro e tinha quarenta aviões no Brasil. Sérgio de Carvalho morou em Lisboa durante dois anos (2019 e 2020). Com mandados de captura internacional em seu nome, o ex-major de Mato Grosso do Sul conseguia andar tranquilamente pela capital portuguesa, fazendo o uso de três identidades falsificadas. Ele tinha apartamentos em Lisboa. 

Em novembro de 2020, a Polícia Federal brasileira em conjunto com várias polícias europeias avançaram em uma grande operação de buscas e detenções, mas Sérgio Carvalho conseguiu fugir.  

Desde então, após o seu sumiço, houve rumores de que o narcotraficante estava em Dubai ou Azores, que é um arquipélago no Oceano Atlântico, mas somente hoje com ajuda de policiais do continente europeu como a Europol, conseguiram deter o “Escobar brasileiro”. 

 

Condenações de Sérgio Carvalho, ex-major da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. 

No Brasil, o narcotraficante foi condenado em 2019 a 15 anos e três meses de prisão por usar “laranjas” em empresas de fachada para movimentar R $60 milhões. O ex-policial militar também foi condenado, em 2008, a 15 anos por tráfico de drogas, segundo informações do Portal Band. 

O traficante é acusado de enviar 45 toneladas de drogas para europa através de portos brasileiros em 2017 e 2019. As cargas foram avaliadas em R$ 2,25 bilhões. Oficialmente, a Polícia Federal não confirmou a informação dos valores. 

Sérgio de Carvalho foi detido na Espanha em 2018, usando o nome de Paul Wouter, natural do Suriname. Com ele foi apreendido 2 toneladas de cocaína. Logo após, pagou a fiança para responder em liberdade e sumiu.  

Segundo informações policiais, a fuga de Carvalho foi marcada por ele ter forjado a sua própria morte. Um médico contratado por ele, assinou um atestado falso. O caso foi descoberto após troca de informações entre as polícias europeias e brasileiras.

A última vez que o ex-major da PM de Mato Grosso do Sul foi descoberto foi em 2020, em Lisboa. Ele deixou para trás uma van com 12 milhões de euros. Carvalho embarcou em um avião, dois dias antes de uma operação conjunta da Europol. 

 

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