Ao todo, quatro boxes foram lacrados e mercadorias retiradas no Camelódromo de Campo Grande, durante a ‘Operação Iscariotes’, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (18). Os alvos, segundo informações divulgadas, pertencem à mesma empresa, conhecida como “O Barateiro”.
Além dos boxes dentro do centro comercial, localizado na Avenida Afonso Pena, um ponto no posto ao lado, que inclui um box e uma banquinha, também foram fechados. Os box são: 182, 183, 185 e 167.
De acordo com o presidente do Camelódromo, Narciso Soares dos Santos, em dois dos quatro boxes lacrados, equipes recolheram todos os produtos. Em um deles, foram apreendidas duas maquininhas de cartão e um celular de uso da empresa. “A Polícia Federal informou que é uma ação pontual. Todos os locais lacrados são do Barateiro e de familiares”, afirmou ele.
Durante a ação, sacos grandes cheios de eletrônicos foram retirados dos boxes. A quantidade chamou atenção de quem acompanhava a movimentação do lado de fora. Os itens foram colocados em um caminhão, que deixou o local carregado.
Apesar da operação, o funcionamento foi retomado logo que os policiais saíram, por volta das 8h10 e já está aberto ao público.
Sobre a operação
A ofensiva faz parte da Operação Iscariotes, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal, para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar com contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e corrupção.
As investigações, conduzidas pela Delegfaz (Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários) em Mato Grosso do Sul, apontam que o grupo atuava na importação ilegal de eletrônicos de alto valor, sem documentação fiscal e sem passar por controle aduaneiro. Após entrar no país, a mercadoria era distribuída principalmente em Campo Grande e também em cidades de Minas Gerais, muitas vezes escondida em cargas regulares.
Segundo a Polícia Federal, os investigados utilizavam veículos com compartimentos ocultos e estratégias para disfarçar a origem do dinheiro, caracterizando lavagem de capitais.
Além do Camelódromo, há cumprimento de mandados em outros pontos da Capital, como na região do Bairro Universitário, em um condomínio Alphaville e na casa de um policial civil no Bairro Pioneiros.
A reportagem do jornal O Estado tentou contato com a empresa citada, mas não obteve retorno até o momento.
Com Geane Beserra