Perícia afastou a hipótese de suicídio e crime é investigado como feminicídio pela Deam
A delegada adjunta da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Analu Lacerda Ferraz, confirmou na tarde desta segunda-feira (6) que a morte da subtenente da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, é investigada como feminicídio. Com o caso, Mato Grosso do Sul registra o nono feminicídio em 2026.
A policial foi encontrada morta na residência onde morava, no Conjunto Habitacional Estrela d’Alva I, em Campo Grande, com um disparo na região do pescoço. O revólver utilizado é da carga da própria corporação.
Mais cedo, o companheiro da vítima, de 50 anos, chegou a afirmar que se tratava de suicídio. No entanto, após a perícia no local e a análise das informações colhidas, a delegada afirmou que há elementos suficientes para caracterizar o crime.
“Eu vou ouvi-lo, mas já tenho todas as informações suficientes para caracterizar o flagrante do feminicídio. O boletim de ocorrência não vai ser registrado como suicidio, a perícia no local já sanou algumas dúvidas”, declarou.
Conforme apurado pela equipe do Jornal O Estado, um vizinho, que também é policial militar, ouviu o disparo e pulou o muro da residência, encontrando o suspeito com a arma na mão. A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil.
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