Conselho de segurança pede reunião com comando do Batalhão de Choque e MPMS

Foto: Ascom MPMS
Foto: Ascom MPMS

Após decisão da Justiça Militar de aplicar medida cautelar a quatro policiais do BC (Batalhão de Choque), por terem sido denunciados pelo Ministério Público do Estado, por suposta abordagem truculenta em ação no Jardim Aeroporto em Campo Grande, o presidente do Conselho de Segurança da região do Imbirussu pediu reunião com o comando do BC e o MPMS para discutir sobre a denúncia.

Por segurança não iremos identificar o presidente do Conselho de Segurança, mas ele conta que após a decisão sair na mídia local, moradores e comerciantes da região do Jardim Aeroporto e Vila Popular estão revoltados e dizem que a medida foi descabida, pois na região a ação de Guarnições da Polícia Militar, segundo ele, é o que traz segurança e confiança da população.

“Vamos agendar para amanhã (24) a tarde uma reunião extraordinária com o Comandante do Batalhão de Choque e com o Ministério Público Estadual. A população está revoltada e principalmente os de empresários aqui da região. Quem perde com esse tipo de decisão são os moradores”, explicou.

Sobre o caso específico dos quatro praças do BC, ele afirma que a atitude foi necessária, sabendo que se tratava de pessoas que estavam praticando tráfico de drogas. “A polícia não está errada de usar força, mas as vezes as pessoas que estão sendo abordadas vão reclamar procurando seus direitos. Usando pessoas e o MP acaba caindo no conto de fadas”, relatou.

O responsável pelo CSRI, diz ainda que irá levar para a reunião, representantes presidentes de bairros da região, onde aconteceu a abordagem que gerou a proibição de os policiais se aproximarem do local.

“Precisamos que o MP ouça os representares. Eles, é quem sabem o que os moradores passam no dia a dia no que diz respeito a segurança pública. Queremos sensibilizar o MP a não tomar medidas como essa denúncia. Pois, isso enfraquece um trabalho sério que está sendo feito pela Instituição Polícia Militar”, explicou.

A expectativa do representante é de que denúncias nesse sentido sejam melhor apuradas antes de serem expostas. “Os policiais já foram julgados pela mídia. Eles são treinados para trabalhar e se preciso devem sim, usar a força, se necessário, é claro, e isso não muda a confiança que temos na instituição”, apelou.

Ainda sobre a denúncia ele diz que favorece o crime. “Houve neste caso inversão de valores. Neste caso o crime organizado foi favorecido, o que pode abrir precedente para que a criminalidade tenha certeza da impunidade. Daqui a pouco, ladrão está prendendo a polícia”, afirmou.

Entenda o caso clicando aqui.

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