Caso Ayla: o que se sabe sobre o desaparecimento da bebê em Campo Grande

Foto: divulgação
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Bebê de 28 dias desapareceu em Campo Grande na quinta-feira (6); caso ganhou Alerta Amber nacional e teve um homem preso durante as buscas, mas a criança ainda não foi localizada

 

A investigação sobre o desaparecimento de Ayla Emanuelly Pereira de Souza, de apenas 28 dias, ganhou novos desdobramentos neste sábado (8), com a prisão de um homem suspeito de envolvimento no caso. Segundo a Polícia Civil, ele teria cedido um imóvel que pode ter sido utilizado como cativeiro da mãe da bebê e da irmã dela.

A defesa do suspeito, no entanto, afirma que ele nega ter conhecimento de que o imóvel seria utilizado para qualquer crime e contesta participação no desaparecimento da criança.

Apesar da prisão, Ayla ainda não foi localizada. A Polícia Civil mantém as buscas e tenta esclarecer o que aconteceu com a recém-nascida, que desapareceu na quinta-feira (6), em Campo Grande.

O caso é investigado pela DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), com apoio do Garras (Grupo de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros).

Como a bebê desapareceu?

Ayla foi vista pela última vez por volta do meio-dia de quinta-feira (6), na Rua Francisco Aguiar Pimenta, na região do Jardim Monumento.

Segundo o primeiro relato apresentado pela mãe, uma adolescente de 17 anos, ela teria conhecido uma mulher pela internet. A suspeita teria oferecido R$ 100 para que a jovem cuidasse de uma criança de aproximadamente seis meses.

A adolescente foi até um endereço acompanhada da irmã, de 12 anos, e levou Ayla.

Conforme a versão apresentada inicialmente, ao chegar ao imóvel, a mãe da bebê teria sido rendida e mantida em um banheiro. A irmã também teria sido contida em outro cômodo.

Ainda segundo o relato, os envolvidos teriam tomado a recém-nascida e deixado as duas adolescentes posteriormente, sem a criança.

As circunstâncias narradas no primeiro depoimento, porém, continuam sendo verificadas pela Polícia Civil e não representam, até o momento, uma conclusão definitiva sobre a dinâmica do desaparecimento.

Homem é preso durante investigação

No sábado (8), a Polícia Civil realizou uma operação relacionada ao caso e prendeu um homem que, segundo a investigação, teria cedido uma residência que pode ter sido utilizada como cativeiro.

A prisão faz parte das diligências para esclarecer quem participou da ação, quem teria levado a bebê e qual foi o destino da criança.

O suspeito nega envolvimento. A defesa sustenta que ele não sabia que o imóvel poderia ser utilizado para uma prática criminosa.

A polícia também investiga a possível participação de outras pessoas.

Alerta Amber foi acionado

 

Na sexta-feira (7), o Ministério da Justiça e Segurança Pública acionou o Alerta Amber Brasil para ampliar a divulgação do desaparecimento de Ayla.

O sistema é utilizado em situações consideradas graves envolvendo o desaparecimento ou possível sequestro de crianças. O alerta permite ampliar a divulgação de informações sobre a vítima e, quando disponíveis, sobre possíveis suspeitos, aumentando o alcance das buscas.

Ayla tem cabelos castanho-escuros e curtos.

Informações que possam ajudar na localização da bebê podem ser repassadas à Polícia Militar pelo telefone 190 ou à Polícia Civil pelo número (67) 3323-2508.

Família acredita que bebê está viva

Na noite de sexta-feira, a mãe prestou novos esclarecimentos na DEPCA. A família afirmou acreditar que Ayla esteja viva e possa estar nas proximidades de Campo Grande.

Até a última atualização, porém, não havia confirmação oficial sobre o paradeiro da recém-nascida.

As equipes policiais continuam realizando diligências, ouvindo pessoas relacionadas ao caso e analisando elementos que possam ajudar a identificar outros envolvidos e esclarecer o destino da criança.

Linha do tempo: O que aconteceu até agora 

Antes de 6 de agosto: a mãe de Ayla teria conhecido uma mulher pela internet, em um grupo relacionado à venda ou doação de roupas infantis. Segundo a família, as duas passaram a manter contato.

 

6 de agosto, por volta do meio-dia: a adolescente foi até um endereço na região do Jardim Monumento após receber uma proposta de R$ 100 para cuidar de outra criança. Ela estava acompanhada da irmã de 12 anos e levou Ayla.

 

6 de agosto: conforme o primeiro relato da mãe, ela e a irmã teriam sido rendidas e mantidas no imóvel. A bebê teria sido retirada da companhia da mãe.

 

Madrugada de 7 de agosto: as adolescentes teriam deixado o local e retornado para casa. O desaparecimento da recém-nascida foi comunicado às autoridades.

 

7 de agosto, às 5h55:  a ocorrência sobre o desaparecimento foi registrada, conforme informações divulgadas sobre o caso.

 

7 de agosto:  a DEPCA iniciou as diligências. O Ministério da Justiça e Segurança Pública acionou o Alerta Amber Brasil para ampliar a divulgação do desaparecimento.

 

7 de agosto à noite: a mãe prestou novos esclarecimentos à Polícia Civil e afirmou acreditar que a filha ainda esteja viva.

 

8 de agosto:  um homem foi preso durante uma operação da Polícia Civil. Segundo a investigação, ele teria cedido um imóvel que pode ter sido utilizado como cativeiro.

 

Última atualização:  Ayla Emanuelly ainda não foi localizada. A Polícia Civil continua as buscas e apura as circunstâncias do desaparecimento e a eventual participação de outras pessoas.

 

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