Nova variante identificada em Mato Grosso divide opiniões no Estado

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A nova variante com linhagem B.1.621, cepa colombiana identificada em Mato Grosso, após jogos da Copa América, divide opiniões no Estado no que diz respeito a preocupação, ainda mais agora que Mato Grosso do Sul conseguiu reverter a situação crítica por que passou no mês passado com a pandemia do novo coronavírus.

O governo mato-grossense confirmou na última segunda- -feira (12) que a variante colombiana, também chamada de “Lambda”, foi detectada em dois integrantes das delegações da Colômbia e do Equador, que participaram dos jogos na Capital.

Para o infectologista Júlio Croda, toda nova variante é preocupante e este é um consenso do Brasil e do mundo. “Eu considero uma variante preocupante, até mesmo porque a ‘Lambda’ no Peru, ela está competindo com a ‘Gamma’”, afirmou.

Já para a também infectologista Ana Lúcia Lyrio, a nova cepa é considerada de interesse, ou seja, menos transmissível e virulenta. “A variante ‘Delta’ com certeza é mais preocupante no momento, ela é considerada altamente transmissível”, assegurou.

Entretanto, os dois médicos concordam que medidas mais rígidas devem ser implantadas nas cidades sul- -mato-grossenses que fazem divisa com o Estado de Mato Grosso a fim de diminuir a transmissibilidade no local.

“Nunca conseguimos conter a chegada de uma nova variante, mas é bom testar e isolar mais para diminuir a transmissão”, disse Croda. Ana Lúcia acrescentou: “para minimizar a transmissão”.

Em contrapartida, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, assegurou que a variante colombiana não preocupa e que a pasta ainda não estuda impor medidas para a faixa de divisa com Mato Grosso. “Essa variante não é considerada de preocupação”, contou.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) divide as variantes em dois tipos: as de “interesse” e as de “preocupação”. As de “preocupação” geralmente são mais transmissíveis e violentas. Para José Mauro Filho, secretário de Saúde de Campo Grande, a identificação da nova variante no Brasil demonstrou que a porta de entrada da doença há muito tempo deixou de ser as fronteiras e confirma que os viajantes estão disseminando a doença pelo mundo.

“Infelizmente o nosso país não adotou políticas de restrições internacionais para o acesso de viajantes, a porta está aberta no Brasil e dificilmente no nível municipal haverá barreira eficiente para evitar entradas de novas variantes”, garantiu.

Em Mato Grosso do Sul, conforme o boletim epidemiológico de ontem (13), 622 pacientes estavam internados. Do total, 277 estão em leitos clínicos e 345 em UTIs. O número de mortes caiu expressivamente, com 19 mortes.

Com isso a média diária do Estado, na última segunda-feira, era de 24,6 mortes por dia.

Texto: Rafaela Alves

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