Quase metade das espécies migratórias está em declínio, diz relatório apresentado na COP15

Foto: Divulgação/Rogério Cassimiro/MMA
Foto: Divulgação/Rogério Cassimiro/MMA

Ministra Marina Silva defende cooperação internacional e ampliação da proteção durante abertura do evento em Campo Grande

Quase metade das espécies migratórias do planeta apresenta queda nas populações e 24% já estão ameaçadas de extinção. Os dados constam em relatório divulgado pela Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) e foram destacados pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, na abertura da 15ª Conferência das Partes (COP15), realizada em Campo Grande.

Segundo a ministra, os números evidenciam a pressão exercida pela crise climática, degradação de ecossistemas, poluição e perda de biodiversidade. Ela afirmou que esses fatores afetam não apenas a fauna, mas também a segurança alimentar, a qualidade da água e o equilíbrio ambiental.

A COP15 da CMS ocorre quatro meses após o Brasil sediar a COP30 do Clima, o que, segundo o governo federal, reforça o compromisso do país com a agenda ambiental internacional.

Durante o discurso, Marina Silva defendeu avanços em três frentes principais: ampliação da proteção de espécies incluídas nos anexos da convenção, fortalecimento da cooperação internacional para conservação simultânea de diferentes espécies e integração de políticas relacionadas à conectividade ecológica e mudança do clima.

O evento reúne representantes de diversos países, além de autoridades brasileiras como o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, e dirigentes do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

Ao sediar a conferência, o Brasil busca fortalecer a cooperação multilateral em torno da proteção das espécies migratórias, que dependem de rotas internacionais e da preservação de ecossistemas conectados para sobreviver.

A conferência segue nos próximos dias com negociações técnicas e reuniões ministeriais voltadas à definição de novas medidas de conservação.

 

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