Auxílio vai beneficiar famílias carentes de Campo Grande e movimentará economia local

Nilson Figueiredo
Nilson Figueiredo
Com a transição do Bolsa Família para o Auxílio Brasil, o reajuste do pagamento será de 17,84% e quem recebia até então R$ 190 passa a receber até R$ 217,18 mensais a partir deste mês de novembro. Apesar de pequeno, o reajuste já serve como benefício para as famílias que recebem o programa e vão ajudar a movimentar os pequenos comércios locais.
Para a dona de casa Elaine Miranda de 27 anos que tem duas filhas de oito e nove anos, o valor já vai ajudar na compra de pequenos mantimentos para o dia a dia. “A gente estava na expectativa de que o valor fosse de R$ 400, mas mesmo que pequena, essa diferença vai ajudar nas compras, principalmente agora que tudo está tão mais caro, qualquer R$ 50 já faz diferença”, comentou.
A auxiliar de serviços gerais, Aparecida Dias da Silva, 49 anos, passou seis meses recebendo o Bolsa Família no valor de R$ 40 até aumentar para o valor de R$130. Para ela que mora com o filho de cinco anos, com a transição do programa e o novo valor, será mais um benefício para somar as finanças da família. “Confesso que esperava pelo valor de R$400 que foi anunciado pelo presidente, mas esse aumento com certeza será bem vindo, qualquer valor a mais é quase a diferença em um gás de cozinha que a gente tem que economizar para pagar”, comentou.
Para o professor de economia da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), Mateus Abrita, sem sombra de dúvidas esse valor é muito importante para as famílias carentes e também para evolução do comércio local.

“Esse valor é uma injeção de ânimo, pois beneficia famílias carentes que costumam consumir no comércio local onde o pequeno empresário pode contratar mais pessoas, diferente de injetar dinheiro em outras classes sociais que acabam beneficiando grandes empresas, já esses auxílios atinge o pequeno comércio o é muito importante”.

Mateus cita que mesmo importante, esses programas sociais precisam de mais transparências e ter um planejamento estrutural a longo prazo, não sendo passageiro a cada nova gestão. “Sabemos o quanto esses valores são importantes para essas famílias, então precisávamos que não houvessem incertezas e fosse bem estruturado independente do governo, ser um programa de estado”, comentou.

Nilson Figueiredo

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