Novos casos de abuso sexual são relatados na segunda semana de aulas

PM de Sidrolândia apreende duas menores de idade fazendo programa sexual em bar
Foto: Marcello Casal

Mais três casos de abuso sexual foram relatados nesta segunda semana de aula presencial da Reme (Rede Municipal de Ensino). O retorno às escolas ocorreu no último dia 26 de julho e ao todo já são nove alunos que relataram ter sofrido abuso durante a pandemia.

Vale ressaltar que, como está ocorrendo um escalonamento por conta da pandemia, os alunos que estão frequentando as salas de aula nesta semana não são do mesmo público da semana passada.

Todos os casos foram encaminhados para o Conselho Tutelar, até porque, diante do relato de abuso sexual, a unidade escolar segue um protocolo e, além de acionar uma equipe da Semed, o Conselho Tutelar também é chamado.

“Independente se o relato é feito pelo próprio aluno ou por um familiar, nós acionamos o Conselho Tutelar, que, normalmente, vai até a casa dessa criança e, na ausência de um familiar, o aluno é levado para a sede do Conselho e lá a família é acionada”, explicou a superintendente de Gestão e Normas, Alelis Izabel de Oliveira Gomes.

Os casos desta semana envolvem duas alunas, uma de 11 e outra de 13 anos, e um menino de 6 anos. Conforme Alelis, o caso que mais chama atenção desta semana é o da menina de 13 anos.

“Estamos bem preocupados com esse caso, tendo em vista que a menina já tentou suicídio. Segundo a mãe, o caso foi registrado na polícia, mas ele ocorreu em outro estado, então agora estamos prestando todo o apoio psicológico a essa menina”, assegurou.

Na primeira semana, do dia 26 a 30 de julho, seis alunos relataram aos profissionais de educação terem sido vítimas de abuso sexual. Inclusive, a Semed (Secretaria Municipal de Educação) não esperava que esses relatos ocorressem de forma tão rápida.

“Eles não conheciam os professores, coordenadores, então acreditávamos que levaria um tempo maior para
ocorrer esse diálogo com os profissionais”, explicou a superintendente.

Todos os profissionais da educação recebem capacitações e orientações específicas, justamente para que sejam capazes de identificar nas crianças uma mudança de comportamento.

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