Mapeamento da Semades mostra crescimento da oferta voltada a empresas, alta nas diárias e expansão de serviços estratégicos na Capital
Hotelaria de Campo Grande está menos dependente do turista eventual e mais estruturada para atender empresas, eventos e contratos recorrentes, conforme o Mapeamento dos Meios de Hospedagem elaborado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico (Semades), que identificou 71 empreendimentos em operação na Capital.
A rede reúne 3.889 unidades habitacionais (UH) e totaliza 9.218 leitos disponíveis. Do total de empreendimentos, 21 informaram reservar parte das unidades ao público empresarial. A estrutura para eventos soma 4.122 lugares em salas distribuídas entre os estabelecimentos. O estudo também contabiliza 2.131 vagas de estacionamento.
Na comparação com 2024, as diárias registraram variação média de 12,10%. Os valores médios praticados em 2025 são de R$ 180,69 para apartamento single; R$ 238,07 para duplo; R$ 296,77 para triplo; e R$ 360,84 para quádruplo.
Em relação à acessibilidade, 132 das 3.889 unidades habitacionais são adaptadas para pessoas com deficiência (PcD). O levantamento aponta que meios de hospedagem que trabalham com hóspedes mensalistas não possuem unidades adaptadas.
O estudo identificou ainda que 86% dos estabelecimentos declararam adotar ao menos uma prática sustentável, entre elas uso de energia solar, coleta seletiva, reaproveitamento de água e controle de vazão.
No segmento pet-friendly, houve aumento de 13,86% na proporção de empreendimentos que aceitam animais em comparação com 2024.
A pesquisa também aponta que 35 dos 71 meios de hospedagem oferecem itens da culinária regional no café da manhã. Quanto às restrições alimentares, 34 estabelecimentos informaram oferecer alimentos sem glúten e/ou sem lactose.
O secretário municipal Ademar Silva Junior, que chefia a Semades, responsável pelo levantamento, ressaltou o caráter estratégico da iniciativa.
“O mapeamento permite decisões mais assertivas e alinhadas ao crescimento da Capital. Estamos trabalhando com dados concretos para fortalecer o turismo de eventos e negócios em Campo Grande”, pontuou.
Na prática, o perfil corporativo também é percebido no dia a dia dos empreendimentos. Pamela da Silva, gerente de funcionários de um hotel localizado na região do trevo para Cuiabá, afirma que a maior parte do público é formada por trabalhadores em trânsito. “O público que mais atendemos é de pessoas que passam por aqui a trabalho, representantes comerciais, funcionários de empresas e prestadores de serviço. A estadia costuma durar de dois a três dias, em média”, relata.
Fernando Mendes, recepcionista de um hotel de rede na avenida Mato Grosso, reforça a tendência. “A maioria dos clientes que passam pelo hotel está a trabalho ou que vieram para algum evento, como casamento, por exemplo”, afirma.
A coleta de dados foi realizada entre fevereiro e março, com visitas presenciais e contatos telefônicos, e a tabulação ocorreu em abril.
Por Ana Krasnievicz e Djeneffer Cordoba
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