Grupos se juntam pela luta por direitos durante “Grito dos Excluídos”

Grupos dos mais diversos segmentos estão lotando a praça Ary Coelho no 27º Grito dos Excluídos. Entre eles indígenas, LGBTQI+, negros e toda a classe trabalhadora e sindicalistas estão no local e logo começam a caminhada que passará pelas ruas 14 de Julho, Antônio Maria Coelho, Pedro Celestino e termina na Praça do Rádio Clube. O secretário da Sedesc (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social) disse que só vai falar sobre o ato nesta quarta-feira (8). No local pouca segurança e apenas um carro da Agetran. Bem diferente da manhã quando ruas foram fechadas e a manifestação foi acompanhada por Polícia Militar e Guarda Municipal.

Grupos se juntam pela luta por direitos durante "Grito dos Excluídos"Agora quem está lá na Praça Ary Coelho abaixo de um sol de 36º é  Brian Soares, indígena da comunidade Marçal de Souza. Ele e a família reivindicam pelos direitos das etnias e pela demarcação das terras. “Este movimento vem crescendo a cada dia e ficamos felizes em saber que teremos um resultado muito produtivo nas próximas eleições. Nossos parentes ainda se encontram em Brasília reivindicando pelas nossas demarcações. Amanhã (8) vai estar sendo votado o marco temporal que estará decidindo o futuro da nossa população indígena aqui”, avaliou.. 

Mari Ju SIlva, representante do movimento LGBTQI+, destaca que a vida de ninguém está sendo fácil, mas é pior para quem é do seu movimento. “Queremos respeito e está muito difícil. Temos a vontade de estar avançando na vacinação e para voltar ao normal só vacina no Braço e educação. Os atos antidemocráticos foram defendidos em certos grupos e estamos aqui pela democracia”, afirma.

Ela destaca que na pandemia não havia nada e parecia todos estarem sozinhos. “Mas dá uma esperança e é fundamental vermos que não estamos sozinhos na luta ainda mais ver o apoio em um movimento como o hoje [do Grito dos Excluídos].

Para todos

Plinio Pressani, 60 anos, (vídeo no fim da matéria) é mais abrangente na sua luta. “A importância de vir aqui hoje me manifestar junto com o coletivo é de a gente buscar um país melhor, democrático e que possamos lutar contra essas ideias conservadoras, fascistas e  violência contra as minorias que somos nós: negros, mulheres, indígenas e LGBTQI+. Contra essa política extremamente patriarcal e violenta. A gente está aqui independente dos resultados das eleições de 2022, para ir às ruas, protestar e poder exercer nossos direitos de liberdade negados por este Governo”, avalia e emenda:

“Mato Grosso do Sul é um estado extremamente ruralista voltado para a bancada da bala, da bíblia e do boi com a política direcionada para o agronegócio, trabalhada para violentar minorias. A expectativa é que a gente possa mudar por meio do voto, do diálogo, conscientizar as pessoas e eleger aquelas que se preocupem com o povo e não que empenhem no descaso”, pontua Plínio.

Valdenir Zaniboni, 51 anos

Acompanhado da família, o servidor público Valdenir Zaniboni, 51 anos, destaca que o “Grito dos Excluído” é uma manifestação onde a gente busca valorizar a dignidade da pessoa humana, que é um dos princípios da nossa Constituição. É dizer que todo brasileiro: rico ou pobre, preto ou branco, esquerda ou direita, ou isento, tem direito à vida digna, valorização e a ter oportunidades”, aponta.

Mas Valdenir destaca um item fundamental para ele. “[Hoje estamos aqui], principalmente, porque o grito que a gente quer dar é para que se prevaleça a democracia, a dignidade da pessoa humana e o estado de liberdade de direito com todo tipo de credo e religião”, resume.

(Com informações dos repórteres Itamar Buzzata e Karine Alencar/fotos Cayo Cruz) – Logo abaixo: Plinio Pressani, 60 anos.

 

 

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1 thought on “Grupos se juntam pela luta por direitos durante “Grito dos Excluídos””

  1. Muito importante essas coberturas! Parabéns pra equipe e ao jornal! Só quem viveu a ditadura sabe a importância da Liberdade! Sucesso

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