Familiares das três vítimas que ainda não foram identificadas após o grave acidente na BR-163, em Bandeirantes, começaram a fornecer material biológico para os exames de DNA. Até agora, apenas uma das quatro pessoas que morreram na colisão foi identificada, Valderlânio Daniel Santos, de 49 anos, motorista do Chevrolet Onix apontado pela Polícia Civil como responsável por provocar o acidente.
Os exames necroscópicos das quatro vítimas foram realizados nessa segunda-feira (17), no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), em Campo Grande. De acordo com a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, as condições em que os corpos foram encontrados dificultam a identificação.
As equipes especializadas analisam cada vítima individualmente para definir o método mais adequado. Entre as técnicas estão os exames necropapiloscópicos, feitos por meio das impressões digitais, e os testes genéticos.
A coleta de material dos familiares já começou e será utilizada na comparação genética com os corpos ainda sem identificação. Segundo a perícia, o trabalho é tratado como prioridade para que as identidades sejam confirmadas com segurança e os corpos possam ser liberados às famílias.
O acidente
O acidente ocorreu na tarde de domingo (16), no km 569 da BR-163, em Bandeirantes. Conforme a apuração preliminar da Polícia Civil, Valderlânio dirigia um Chevrolet Onix preto no sentido de São Gabriel do Oeste quando teria invadido a pista contrária e atingido uma carreta.
Com o impacto, a carreta perdeu o controle, atravessou a rodovia e bateu em um caminhão-tanque, provocando uma forte explosão. Outros veículos que passavam pelo trecho também acabaram envolvidos na sequência de colisões.
Além do motorista do Onix, três ocupantes de um Toyota Etios morreram. Os corpos foram encaminhados ao Imol, em Campo Grande. Outras seis pessoas sobreviveram e ficaram feridas.
A Polícia Civil investiga o que levou o Onix a invadir a pista contrária, além de analisar a sequência das colisões e eventuais responsabilidades. A dinâmica do acidente é apurada com base em imagens de uma câmera instalada em um dos caminhões e em relatos de testemunhas.
Seis pessoas sobreviveram ao acidente. Cinco foram transferidas para hospitais de Campo Grande depois de receberem os primeiros atendimentos em unidades de saúde da região.
Entre os feridos está um casal de idosos que estava em um Volkswagen Gol branco. Vera Regina teve suspeita de lesão no tórax, enquanto o marido, que conduzia o veículo, também precisou passar por avaliação especializada. Os dois foram retirados do carro antes que o veículo fosse atingido pelo fogo.
O caminhoneiro Márcio Dutra, motorista da carreta carregada com couro, sofreu uma fratura exposta na perna, próxima ao joelho, e foi levado para a Santa Casa de Campo Grande.
Maísa Silva Cabral, de aproximadamente 26 anos, foi atendida inicialmente em São Gabriel do Oeste e depois transferida para a Santa Casa da Capital. Em estado grave, ela sofreu ferimentos no couro cabeludo e pneumotórax e precisou ser intubada.
Sônia Inácio do Nascimento sofreu trauma no abdômen e também foi transferida para Campo Grande. A sexta pessoa que sobreviveu foi encaminhada para atendimento em São Gabriel do Oeste, mas não havia confirmação sobre seu estado de saúde ou o hospital onde permanecia internada.
Retirada das carretas
As duas carretas envolvidas no acidente devem ser retiradas nesta terça-feira (18) do km 569 da BR-163. A Motiva Pantanal aguarda o fim da queima do diesel transportado por um dos veículos para iniciar a operação, que também terá acompanhamento das seguradoras.
Nessa segunda-feira (17), ainda havia pequenas chamas e fumaça no local onde uma das carretas caiu. Por orientação do Corpo de Bombeiros Militar, a remoção só poderá começar depois que todo o diesel for consumido. Segundo a concessionária, não há risco de uma nova explosão.
Os três carros de passeio envolvidos na sequência de colisões já foram retirados pela PRF (Polícia Rodoviária Federal). A limpeza da rodovia será feita depois da remoção das carretas.
A BR-163 está liberada nos dois sentidos, mas a orientação é para que os motoristas reduzam a velocidade ao passar pelo trecho. Equipes da concessionária permanecem no local com sinalização para organizar e orientar o tráfego.
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