A atriz Laura Cardoso, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, morreu aos 98 anos, em São Paulo. A morte ocorreu às 23h20 e foi comunicada pela família nas redes sociais da artista na madrugada desta terça-feira (18). Laura morreu em casa, de causas naturais. O velório será realizado nesta terça-feira, em São Paulo, em uma cerimônia restrita aos familiares.
Nascida Laurinda de Jesus Cardoso, em 13 de setembro de 1927, no bairro do Bixiga, na capital paulista, Laura construiu uma carreira que atravessou mais de oito décadas. Filha de imigrantes portugueses, começou a trabalhar aos 15 anos, no rádio, onde participou de radionovelas.
Poucos anos depois, tornou-se uma das pioneiras da televisão brasileira. A partir dos primeiros anos da década de 1950, passou a atuar na TV Tupi e acompanhou de perto a consolidação da televisão como um dos principais meios de comunicação do país.
Ao longo da carreira, Laura Cardoso acumulou mais de 100 trabalhos e cerca de 60 novelas. Na Globo, emissora em que participou de mais de 20 novelas, esteve em produções que marcaram diferentes gerações, como “Brilhante”, “Mulheres de Areia”, “A Viagem”, “Chocolate com Pimenta”, “Caminho das Índias” e “A Dona do Pedaço”, sua última novela, exibida em 2019.
Além da televisão, a atriz também teve uma trajetória extensa no teatro e no cinema. Nas telonas, participou de filmes como “Terra Estrangeira” e “Através da Janela”. Em 2025, esteve no curta-metragem “Dona Rosinha”, considerado seu último trabalho no cinema.
No teatro, Laura também recebeu importantes reconhecimentos, entre eles o Prêmio Shell. Ao longo dos anos, foi homenageada por sua contribuição à cultura brasileira com o Troféu Mário Lago, pelo conjunto da obra, a Ordem do Mérito Cultural e prêmios da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).
Em 2025, a atriz recebeu ainda uma homenagem especial ao ganhar uma estrela na Calçada da Fama dos Estúdios Globo.
Com a morte de Laura Cardoso, o Brasil perde uma das artistas que ajudaram a construir a história da televisão, do cinema e do teatro nacionais.
Com informações da Folha de S.Paulo, O Globo e G1
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