Comandante boliviano confirma ligação de quatro mortos no Brasil com morte de tenente

Crédito: Magnific / O narcotraficante, José Mariano Paz Chavez, é apontado pelas autoridades bolivianas como comandante no esquema de tráfico de cocaína na América do Sul
Crédito: Magnific / O narcotraficante, José Mariano Paz Chavez, é apontado pelas autoridades bolivianas como comandante no esquema de tráfico de cocaína na América do Sul

Narcotraficante José Paz Chávez e outros três suspeitos morreram após fugirem por áreas de mata em Mato Grosso do Sul, o grupo era investigado por emboscada que matou policial boliviano

A ação de forças de segurança brasileiras terminou com quatro bolivianos mortos durante um confronto em uma área de mata na região de São Gabriel do Oeste, em Mato Grosso do Sul. Entre os mortos está o narcotraficante José Paz Chávez, conhecido como “Piña”, apontado pelas autoridades bolivianas como integrante de um grupo envolvido na morte do tenente Yerson Salazar, em San Matías, na Bolívia.

As informações foram divulgadas pelo jornal boliviano El Día, com base em declarações do comandante da Polícia de Santa Cruz, David Gómez. Segundo o oficial, os quatro homens morreram na tarde de sexta-feira (7), após uma troca de tiros com policiais brasileiros.

“Esses quatro estão de alguma forma envolvidos na infeliz perda de vida de nosso camarada”, afirmou Gómez, ao comentar a ligação dos suspeitos com a morte do tenente boliviano.

A operação ocorreu depois de uma fuga que teria começado na Bolívia. Segundo informações citadas pelo El Día, após a morte de Salazar, Paz Chávez e outros três homens deixaram a região em um pequeno avião com destino a São Paulo.

A aeronave, entretanto, foi interceptada pela Força Aérea Brasileira na sexta-feira, 31 de julho, e obrigada a pousar. Após a interceptação, os suspeitos teriam fugido para áreas de mata, onde permaneceram escondidos durante vários dias.

O grupo acabou localizado pelas forças de segurança brasileiras e, durante a abordagem, houve confronto. Os quatro homens foram mortos.

Grupo era ligado à morte de policial boliviano

De acordo com o comandante da Polícia de Santa Cruz, os quatro bolivianos estavam ligados à morte do tenente Yerson Salazar, ocorrida em 30 de julho, na região de Ascensión de la Frontera, em San Matías.

Salazar fazia parte de uma equipe policial que investigava uma ocorrência registrada no dia anterior, quando três pessoas foram baleadas e mortas em San Matías. Durante as diligências, os agentes teriam sido alvo de uma emboscada.

O tenente foi morto durante o ataque e teve o corpo levado pelos criminosos. O cadáver foi encontrado posteriormente queimado e parcialmente enterrado.

A investigação conduzida pelas autoridades bolivianas passou a apontar a participação de Paz Chávez e dos outros três homens no episódio.

Confronto aconteceu após dias de fuga

O cerco aos suspeitos se estendeu por aproximadamente uma semana. Depois de deixarem a aeronave, os homens teriam seguido por áreas arborizadas, dificultando a localização pelas forças de segurança.

A perseguição terminou em território brasileiro, onde agentes de operações especiais localizaram o grupo.

Segundo o relato divulgado pelo El Día, houve uma troca de tiros entre os suspeitos e os policiais brasileiros. Os quatro homens morreram durante o confronto.

A identidade dos mortos foi confirmada pelas autoridades bolivianas, que também afirmaram que todos eram cidadãos da Bolívia.

Narcotraficante era apontado por crimes violentos

José Paz Chávez, conhecido como “Piña”, era apontado pelas autoridades bolivianas como um criminoso ligado ao tráfico de drogas e a episódios de violência em Santa Cruz e Beni.

Segundo as informações divulgadas pelo El Día, ele também era relacionado a assassinatos por encomenda e outros crimes violentos.

A participação dele e dos demais mortos na morte do tenente Salazar segue sendo tratada pelas autoridades bolivianas como parte das investigações sobre a violência registrada recentemente na região de San Matías.

A operação em território brasileiro representa o mais recente desdobramento da perseguição ao grupo, que começou após os crimes registrados na Bolívia e avançou para o território brasileiro.

 

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