Publicação analisa 19 categorias de violações, incluindo conflitos territoriais, invasões, assassinatos, ameaças e falhas na assistência à saúde e educação
O Cimi (Conselho Indigenista Missionário) lança, na próxima quinta-feira (13), o Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2025. A publicação reúne informações sobre violações de direitos e diferentes formas de violência enfrentadas pelos povos originários no país ao longo do ano passado.
O lançamento será realizado às 14h30 (horário de Brasília), na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF). O evento também será transmitido ao vivo pelo canal do Cimi no YouTube.
A publicação anual reúne 19 categorias de análise, divididas em três grandes áreas: violência contra o patrimônio indígena, violência contra a pessoa e violência por omissão.
Entre os temas abordados estão conflitos territoriais, invasões de terras indígenas, danos ao patrimônio, exploração ilegal de recursos naturais e demora na regularização fundiária. O levantamento também apresenta dados sobre assassinatos, agressões, ameaças e outras formas de violência contra indígenas.
Na área de omissões, o relatório reúne informações relacionadas à assistência à saúde e à educação, mortalidade na infância e suicídios entre indígenas.
Os dados são compilados a partir de diferentes fontes. O Cimi utiliza informações coletadas por suas equipes regionais junto a comunidades indígenas, órgãos públicos e veículos de comunicação, além de dados da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e de secretarias estaduais de saúde.
Terras indígenas
De acordo com o Cimi, os direitos territoriais dos povos indígenas permaneceram entre os principais pontos de preocupação em 2025. O relatório analisa os impactos de medidas legislativas e decisões judiciais relacionadas aos direitos territoriais, além dos efeitos da Lei nº 14.701/2023, conhecida como Lei do Marco Temporal.
A publicação também aborda a continuidade de invasões e da exploração ilegal de recursos naturais em terras indígenas, mesmo após operações de desintrusão realizadas em diferentes regiões do país.
Um dos destaques do relatório é a situação da Terra Indígena Sararé, que volta a aparecer na capa da publicação. O território, localizado em Mato Grosso, é citado pelo Cimi em razão da intensificação do garimpo ilegal.
A publicação também reúne análises sobre ameaças enfrentadas por povos indígenas em isolamento voluntário e artigos sobre temas como racismo contra indígenas, política indigenista, direitos indígenas no sistema de Justiça criminal e a busca por justiça, memória e verdade.
Lançamento
O evento contará com a participação de lideranças indígenas, representantes da CNBB, do Cimi e de organizações parceiras. Também estará presente Roberto Antonio Liebgott, um dos organizadores do relatório.
A publicação faz parte de uma série anual do Cimi que acompanha diferentes formas de violência e violações contra os povos indígenas no Brasil e sistematiza informações coletadas ao longo de cada ano.
Ao vivo: link do youtube do Cimi
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