Pesquisa do Dieese aponta que valor compromete 53,75% do salário mínimo líquido em março
O custo da cesta básica em Campo Grande alcançou R$ 805,93 em março, colocando a Capital na 5ª posição entre as mais caras do Brasil, conforme dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
De acordo com o informativo, o valor registrado na capital compromete 53,75% do salário mínimo líquido, ou seja, mais da metade da renda de um trabalhador que recebe o piso nacional após o desconto da Previdência.
O levantamento é realizado mensalmente em capitais brasileiras e considera um conjunto de alimentos definidos pelo Decreto-Lei nº 399/1938, que estabelece a composição da cesta básica com produtos como carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão francês, café, açúcar, óleo e manteiga.
Entre as cidades pesquisadas, apenas quatro apresentaram custo superior ao de Campo Grande no mês analisado. O resultado mantém a capital sul-mato-grossense entre os maiores valores do país, evidenciando o peso da alimentação no orçamento doméstico.
O estudo também calcula o tempo de trabalho necessário para adquirir a cesta básica. Em março, um trabalhador que recebe salário mínimo precisou comprometer mais da metade da jornada mensal apenas para comprar os itens essenciais.
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